Aguada de Baixo: Providência cautelar a agregação a Barrô
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A Assembleia de Freguesia de Aguada de Baixo vai interpor uma providência cautelar e acção popular junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro, para requerer a impugnação da pronúncia da Assembleia Municipal de Águeda sobre a reorganização administrativa territorial autárquica - que, a concretizar-se, agrega a freguesia a Barrô.
Os eleitos da Assembleia de Freguesia de Aguada de Baixo (AFAB) consideram que “a proposta aprovada pela Assembleia Municipal de Águeda foi elaborada à revelia de Aguada de Baixo, não cumpre os critérios da lei e representa uma violenta agressão aos direitos e interesses locais”. A AFAB repudiou “a pretendida agregação forçada da histórica, laboriosa e digna freguesia de Aguada de Baixo a Barrô”, exigindo que “a freguesia se mantenha unida e com a actual configuração“ - com as as povoações de Aguada de Baixo, Aguadela, Alto da Póvoa, Landiosa, Borralha e Passadouro. Os autarcas aguadenses não fecham a porta à junção com Aguada de Cima, mas consideram que “a extinção ou agregação da freguesia a Barrô destruíria algo que contribuiu para o desenvolvimento e progresso locais, a que as populações pertencem por direito próprio”.
Povo contra agregação
A Assembleia de Freguesia de Aguada de Baixo deu a conhecer à população, na sessão da noite de 24 de Outubro, as linhas da proposta que lhe foi enviada pela Junta de Freguesia (redigida dois dias antes), numa sessão muito participada pelos aguadenses, que encheram o salão. A reunião foi participada por Armando Vieira, presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), e foram tecidas duras críticas a uma lei que “centraliza, limita fortemente a democracia de proximidade e elimina e reduz os serviços prestados à população”. A ausência de afinidades identitárias e as nulas ligações sócio-económicas e culturais foram alguns argumentos para a recusa da agregação de Aguada de Baixo a Barrô - freguesia que, pelas suas características, “revela especiais semelhanças e proximidade com Espinhel e Recardães, quer no relevo topográfico, como em termos sócio-económicos e culturais”. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
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