O problema das pescas e a nova PAC europeia
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A Comissão Europeia franqueou portas a uma delegação do Centro de Informação Europe Direct de Aveiro (CIEDA), no gigantesco Edifício Berlaymont, onde Durão Barroso tem o gabinete de trabalho e assessorias.
A viagem, para “conhecer a Europa por dentro”, teve também encontros em vários gabinetes e conversa com Capoulas dos Santos, deputado socialista no Parlamento Europeu. E que nos disse ele? Por exemplo que “Portugal tem de reduzir o número de embarcações”. “Temos 9000, um exagero. Há sobrepesca, a capacidade de pescar é maior que o peixe que há”.
Pesca é um problema
Capoulas Santos já foi Ministro da Agricultura e Pescas e sabe do que fala. Sobre um assunto que muito diz a Aveiro (a pesca longínqua), até deu razão a Cavaco Silva, que, como 1º. Ministro, “mandou abater barcos que estavam obsoletos”. E que foram subsidiados. A pesca, sendo sector vital para a economia (e para a boca dos portugueses) “é um problema”. O bacalhau, por exemplo, tem quotas cada vez menores e Portugal “importa 95% do que come”. “Só pescamos 5%. O que importamos de bacalhau, à Noruega e Islândia, é superior a todas ss nossas capturas, de todas as espécies”, disse Capoulas dos Santos, apontando outras ZE com quotas disponíveis para os pescadores portugueses: Angola, Moçambique, Madagáscar, Marrocos... “A questão e ajustar a nossa pesca costeira já que, para a longínqua, não temos quotas, nem armadores que arrisquem”, disse o deputado socialista. E a Europa também não financia, porque “há barcos a mais”, o que “não permite vislumbrar um futuro melhor”.
A nova PAC da Europa
Capoulas dos Santos está na Comissão de Agricultura e Pescas (desde 2004) e, em mãos, tem um relatório de 4500 itens, sobre a nova Política Agrícola Comum (PAC) - envolvendo “negociações muito complicadas”, desde há mais de 2 anos, devendo estar concluídas em Maio ou Junho de 2013. E o que é que Portugal pode esperar desta nova PAC? A grande questão “tem a ver com o financiamento” de projectos. Para se ter uma ideia, só a França “recebe o mesmo que 20 Estados da UE, todos juntos” e será muito difícil fazer aprovar o que quer que seja que lhe diminua apoios. Ou a quaisquer outros países. Portugal, actualmente, recebe apoios de 186 euros por hectare agrícola e a proposta do relatório de Capoulas dos Santos é de passar para 210. De momento, o parlamentar europeu socialista negoceia com o seu grupo político, em busca do acordo. Mas o o problema é que são 750 deputados a intervir, o que dá a ideia do tipo de “complicadas negociações e delicadas sensibilidades” que é preciso gerir. “O orçamento da PAC europeia é quase igual ao empréstimo da Troika e quem recebe mais não quer receber menos”, disse Capoulas dos Santos. n CV VER EDIÇÃO IMPRESSA
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