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O Governo recuou

por Luisa (dra) Mello em Outubro 10,2012

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“Mais impostos ou mais taxas sobre os privados é financiar o problema
n A. Pires de Lima

n  Nota prévia: não sendo eu filiada no Partido Social Democrata (PSD), sou-o por convicção. Desde os idos de 1976, quando fiz parte da primeira Concelhia de Águeda do então PPD, ainda não era precisa filiação, mas muita devoção…
Mantenho. Mais depressa votaria em branco que noutro partido qualquer. Daí que, não tendo posto, tenho antiguidade, o que me concede a liberdade de falar bem, ou falar mal dos “compinchas”. Falar mal é mais raro, reconheço, mas, como dizia o outro,  momentos há em que não sou da minha opinião. Esta da TSU foi mal engendrada, num momento em que a sempre estóica , “sofre e abstem-te!”, era o lema desta filosofia. A classe média já sofreu até ao limite e, por isso, não se abstém de virar a mesa ao contrário.
Pessoalmente, não vou a manifestações. As últimas a que fui datam dos comícios (quando assim se podiam chamar!) de Sá Carneiro, ou das quase obrigatórios presenças em reuniões sindicais nas Escolas, em 1975. Havia sempre o receio que a ausência fosse presunção de “fascismo” e sinónimo de borda fora. Ai aquilo a que eu assisti!…
n  O 1º. Ministro, que é muito novo para se lembrar destas coisas e as deve saber apenas teoricamente, pôs--se a jeito para o  “borda fora”, que,  felizmente para o país, já não é fácil de acontecer numa democracia consolidada e seria, nesta “Europa dos poucos”, comilona e intolerante, um verdadeiro caso de por cima da queda, coice!
O Governo teve, nesta circunstância de reconhecer que não somos - a classe média, espinha dorsal do país - o cavalo do escocês que morreu de fome após haver sido posto pelo seu dono a dieta rigorosa de palha, a bem da economia doméstica. Quando levamos um tombo, levantamo-nos. A não ser que algum osso de suporte se tenha partido. E, aí, Deus nos acuda!
Porque em caso de queda se amaldiçoa a pedra, o degrau, a cova, que nos fez tropeçar, tenho de fazer um reparo, não a nenhuma destas causas - a quem já atribuí responsabilidades - mas a quem “fraternalmente” lhe deu, mais ainda, um pontapé nas costas.
Nunca ocultei que a figura do dr. Paulo Portas sempre me fez lembrar deslealdade.
É compulsivo nele, e, como o velho anúncio ao brandy Constantino, a fama (e o proveito…) já vêm de longe!
As televisões fornecem-nos exaustivamente as imagens de violência que assolam a Espanha, aqui ao lado. Até voltaram à Grécia, a que, de certo modo, já tinham largado as canelas. Percebo a informação, que é obrigatória, não percebo a obsessão. Alvitram que façam o mesmo?
Quem iria, a seguir, cavar ouro para o Alentejo, petróleo para a Extremadura, urânio para as Beiras, para nos pôr a mesa no fim do mês!…
n  LUÍSA MELLO
26-9-12


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