Sem-abrigo em Águeda
“A problemática dos sem- -abrigo é uma das consequências do desenvolvimento das sociedades, cada vez mais industrializadas, materialistas e isoladas”, disse César Marques, presidente da Delegação de Águeda da Cruz Vermelha. E há sem-abrigo em Águeda? Há. Há aguedenses e gente de todo o país.
As novas tecnologias da informação e as regras do mercado laboral, alteraram decisivamente as dinâmicas sociais, gerando cada vez mais situações de isolamento pessoal e social e criando, até novas fragilidades. SP: Há pessoas sem-abrigo em Águeda? CM: Todas as cidades têm os seus sem-abrigo e, apesar de em Águeda isso ter passado despercebido até há pouco tempo, não é um problema novo. SP: A Delegação da CPV tem o Centro de Abrigo Temporário (CAT), desde quando? CM: O CAT abriu em 2005 e os primeiros utentes acolhidos eram do concelho. Uma grande parte deles continua a ser encaminhada pelas IPSS locais, Serviço Local da Segurança Social ou mesmo solicitando a integração por sua própria iniciativa e pela Linha Nacional de Emergência Social. SP: Há muitos sem-abrigo? CM: Há muitos tipos de sem--abrigo, é importante referir, mas temos acolhido sobretudo dois grandes grupos: os que estão numa situação temporária, por motivos de desemprego, doença ou ruptura familiar; e os que adoptaram esta forma de vida, porque não acreditam que podem ser diferentes. VER EDIÇÃO SP COMPLETA
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