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Águeda está em perda...

por Paulo Matos em Junho 05,2012

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Quem só frequenta as Assembleias Municipais e não as ruas ou os cafés da cidade, ou as freguesias, não se apercebe quanto Águeda está em perda, apesar do aparente sucesso do Águeda Concept, da visita do sr. Presidente da República, e da sua tirada a propósito do trabalho de modernizaçção administrativa nos serviços municipais – “Isto parece um big brother”!
É um “big brother” apesar de tudo benigno, que permite celeridade e avaliação do desempenho dos funcionários municipais para que se evitem, no futuro, mais pagamentos indevidos, ou processos disciplinares cirúrgicos.
Apesar do sr. presidente da Câmara proclamar que “depois de Viseu, Águeda é o município do país que tem em utilização mais verbas dos fundos comunitários e está entre os melhores do país no endividamento por habitante, isto é, estará entre os 20% de municípios do país que têm contas equilibradas”, há alguns sinais preocupantes de falta de bom senso na acção política.
A relação de conflitualidade com três freguesias (Agadão, Valongo do Vouga e Ois da Ribeira) é, na expressão do presidente da Câmara, “uma novela que começou há muito tempo, mas cujo último capítulo começou na última Assembleia Municipal”, com a celebração de protocolos com quase todas as Juntas de Freguesia, à excepção das refractárias que alegadamente “não gostam de trabalhar” com o Executivo!
Trocam-se comunicados, pré-anunciam-se processos judiciais.
Com eleições à vista, o presidente da Câmara intervém energicamente em dois dossiers de grande relevo: a fusão dos Agrupamentos de Escolas e o Hospital de Águeda.
No que tange à fusão dos Agrupamentos, foi positiva a promoção da reunião do Conselho Municipal de Educação para a definição de uma posição tanto quanto possível consensual.
No entanto, tal estratégia peca por tardia - tendo como resultado uma forte reacção da escola de Valongo e de alguns directores, sobretudo pela falta de compatibilidade da posição adoptada com a carta educativa ou com o projecto educativo para o concelho, que até hoje se desconhece e desvaloriza.
Quanto à questão do Hospital, são preocupantes os sinais de falta de sintonia entre a Câmara e o novo conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.
Subscrevo e acompanho a preocupação da autarquia (embora tardia) em preservar a qualidade do Hospital, mas esta matéria requereria outro recato e, sobretudo, uma união de esforços (despartidarizada), que parece não se verificar.
A administração do Hospital, com cuja nomeação o presidente da Câmara se congratulou, tecendo posteriormente loas à nomeação do dr. José Brenha para director do serviço de ortopedia (loas estas, aliás justíssimas, face à reconhecida competência profissional do médico em causa), é a mesma administração que está agora debaixo de fogo do edil.
 O presidente da Câmara passou ao ataque, acusando o presidente do CA do CHBV de “protagonizar actos em total secretismo”, de “demonstrar vontade de acabar com serviços prestados no Hospital de Águeda” (o laboratório de análises clínicas) e dando um ultimato (24 horas) para que o laboratório não seja encerrado e para que seja apresentado o modelo de funcionamento do Centro Hospitalar.
A administração do CHBV contrapõe outras versões, manifestando um claro défice de comunicação interna e externa. Por um lado, garante que as análises clínicas permanecerão noutros moldes e que as obras previstas para a urgência serão reequacionadas, juntamente com a requalificação de zonas do internamento - que estão obsoletas. Por outro, permite que o rumor negativo se instale na população e no próprio pessoal médico e de enfermagem que, em debandada para Aveiro, começa a deixar de acreditar nas capacidades da unidade hospitalar de Águeda.
É certo que o CA do CHBV, com argumentos jurídicos, tem referido que, sendo louvável a disponibilidade da autarquia para assumir a comparticipação nacional da obra que estava prevista para a urgência em cerca de 300.000 euros, ela peca, no entanto, por ter sido oferecida já em fase de caducidade do procedimento contratual anterior. Será assim?
A verdade é que, no meio deste fogo cruzado de rumores, passa culpas e folclore jurídico, ainda ninguém percebeu que virtualidades trouxe para Águeda o novo Centro Hospitalar.
Águeda, entretanto, vai entrando clinicamente em perda e não parece dar sinais de recuperação, mesmo com análises em moldes de química seca!
Apesar das visitas de Presidentes da República, ministros, deputados e outros lídimos representantes do povo, este vai assistindo, incrédulo, à destruição do alcatrão no centro da cidade para refazer de novo (obras de “destruição criativa”, que provocam o desespero e nalguns casos a pré-insolvência dos comerciantes), à revolução no largo 1º. de Maio, por entre uma cheia e um investimento de mais de 200 mil euros com o Agitágueda (que obscurece e secundariza o investimento na Festa do Leitão), à desertificação do território das freguesias, à anunciada perda de serviços do Hospital, à revolta das suas escolas, à demora na ligação rodoviária Águeda-Aveiro, à morte anunciada da linha do Vale do Vouga, à perda da Grande Instância Cível do Tribunal para Anadia, à demora na construção do Centro de Artes, etc, etc…
Será que a culpa é apenas do Governo Central, da troika, ou da crise?
Onde estão as lideranças locais, para além do ruído farto das trocas de comunicados, dos seminários, das conferências e palestras, das apresentações dos livros do Manuel Alegre na biblioteca de seu nome, ou do investimento em marketing e propaganda política nos jornais locais, com suplementos ou páginas de publicidade pagos com dinheiro público?

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