Política: Contas aprovadas com 12 abstenções
O relatório das existências e as contas da Câmara Municipal de Águeda, referentes a 2011, foram aprovados por maioria, com 12 abstenções - nove do PSD e três do CDS-PP.
Hilário Santos anunciou a abstenção do PSD - que os presidentes das Juntas de Freguesia (com excepção de António Farias dos Santos) não acataram -, em desacordo, sobretudo, com “o crescimento das taxas e impostos - mais 10,5% que em 2010, ano de crise”, com a execução (42,15%) no Plano Plurianual de Investimentos (“evidencia o irrealismo do orçamento”) e com a elevada percentagem de obras (79%) feitas na cidade em detrimento das freguesias. “Não sei onde foi buscar os números apresentados”, respondeu Gil Nadais, que até se referiu a “um decréscimo da receita do IMI, de 2010 para 2011”, e que justificou a diferença de investimentos da cidade para as freguesias, com as determinações governamentais no âmbito do QREN. “Temos 25 milhões de euros de investimentos parados, não por nossa culpa! Se as obras estivessem no terreno...”, disse o presidente da Câmara Municipal, que se mostrou orgulhoso pelo facto do município ser, “depois de Viseu, o que tem mais verbas (do QREN) contratualizadas”. “As contas satisfazem-nos, mas queremos ir mais longe e, até meio do próximo mandato, pensamos que Águeda estará ao nível das cidades médias portuguesas”, vaticinou Gil Nadais, sublinhando que “em termos de endividamento, por habitante, temos dos melhores números do país” e que “os fornecedores recebem, em média, a 40 dias”. Carla Leitão (CDS-PP) não se deixou surpreender pelos pagamentos a fornecedores, defendendo que importa “reduzir os prazos” e “dar um pouco mais às empresas, que têm muitas dificuldades em aceder ao crédito” em tempo de crise.
Resultado líquido superior a 3,1 milhões de euros
A Câmara Municipal teve uma receita de 30.854.668,92 euros (taxa de execução de 71,15%) e uma despesa de 26.623.639,68 euros (taxa de execução de 58,77%) em 2011. A taxa de execução foi de 42,15%, no Plano Plurianual de Investimentos, e de 61,37%, no Plano de Actividades Municipal, sendo o resultado líquido de 3.115.184,92 euros. A dívida aumentou ligeiramente num ano (242.960,45 euros), encontrando-se, no final de 2011, nos 10.785.258,37 euros.
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