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Rotary Club de Águeda: Nada é tão sagrado que não possa ser mudado para melhor

por Redacção Soberania em Janeiro 11,2012

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António Celestino de Almeida (ACA) é o presidente do Rotary Club de Águeda no ano das bodas de prata. O clube de serviços surgiu a 13 de Janeiro de 1987 e apaga 25 velas com um jantar no Palácio da Borralha.

O movimento rotário nasceu em Chicago (1905), sob inspiração de Paul Harris, numa sociedade liberalizada e individualista, que não tinha tempo para recuperar ou apoiar quem queria viver.
SP: Passaram-se 25 anos sobre o surgimento do RCA. Que memórias guarda de 1987?
ACA: Eu começava em 1986, o ano da preparação. Éramos 24 companheiros, um leque diverso e transversal da sociedade aguedense, com profissionais de várias áreas. Esta diversidade dava-nos a hipótese de analisar a sociedade em diversos ângulos e permitiu-nos entrar em questões que a sociedade tinha por resolver, algumas, até, de interesse público.
SP: Quais, por exemplo?
ACA: Lembro-me, por exemplo, de adquirirmos um Sonicaid, para o Centro de Saúde de Águeda, equipamento que permitia um acompanhamento das grávidas; a colocação de um gerador alternativo no Hospital de Águeda, que ainda hoje funciona; a aquisição de uma escada e um aparelho de respiração autónoma, para os Bombeiros de Águeda; e o apoio a várias IPSS’s, com a entrega de equipamentos.
SP: Os primeiros passos rotários em Águeda estão ligados à figura do dr. Pinho e Freitas, o primeiro presidente...
ACA: Foi o primeiro presidente de uma equipa de que tive o grato prazer de ser "vice". Mas as maiores influências da criação do RCA foram de Fernando Oliveira, um aguedense e ilustre aveirense,  Teixeira Carneiro e Coutinho de Lima.
SP: Passados 25 anos, qual é o balanço deste percurso?
ACA: É um balanço positivo, com um problema premente: os jovens que iniciaram o RCA estão hoje na casa dos 60 anos. E muitos dos mais velhos já partiram, infelizmente, como são os casos dos inesquecíveis companheiros Konrad Rodrigo, José Maria Marques, Hamilton Batista, Pinho e Freitas, Armando Simões, Samuel Fernandes... E houve quem seguisse outro tipo de vida e orientação profissional, acabando por abandonar o clube. Os tempos mudam e as pessoas têm dificuldade de colocar em prática o princípio que nos rege: “Dar de si antes de pensar em si”.
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