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Política: Maiorias absolutas geram prepotências
Eunice Neto, presidente da Concelhia do CDS/PP, não poupa palavras nem contundência, para definir a governação de Gil Nadais ou o marasmo da Assembleia Municipal.
SP: Concorda com o consenso entre PS e PSD para executivos camarários de uma só cor? EN: Não concordo com as maiorias absolutas nas Câmaras. Arrastam prepotências. Se fôr dada mais força à oposição, haverá mais consensos... SP: Como avalia o funcionamento da Câmara de Águeda? EN: O PSD governou durante 30 anos e o PS já vai no segundo mandato e estou muito desiludida com a forma como governaram. Fico com a sensação de que falamos para o vazio. O CDS, apesar de pequeno, tem alguma representatividade e está na Assembleia para ser ouvido, mas Gil Nadais, naquela sua obtusidade, apenas se ouve a si próprio. SP: A Assembleia Municipal está lá para alguma coisa.... EN: Pois é, mas Gil Nadais não gosta que ninguém o contrarie. Se calhar, existe uma certa forma de “fascismo”. Tenho muita pena dos presidentes de Junta de Freguesia, não conseguem fazer nada, não são ouvidos, com a excepção de, talvez, dois ou três. Sinto uma grande frustração, como eleita da AM, e nem sei se Gil Nadais ou o próprio Jorge Almeida são do PS, tal se comportam. SP: A AM deveria ter mais poderes? EN: Mais poderes e mais autonomia. Lá, tudo funciona mal. A história tem demonstrado que as maiorias não são coisa boa e, só com um partido a mandar, a democracia esvai-se. SP: Porquê? EN: Quando dão dossiês para analisar, em dois ou três dias, é evidente que não temos condições de responder com a devida autoridade e credibilidade. É frustrante! Aquilo é um logro, está tudo feito e preparado.
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