Aguada de Cima: Admissão do secretário na Junta de Freguesia
O jornal SP, na penúltima edição e sob o título “Admissão do secretário”, escreveu que eu, José António Clemente (PS), apresentei uma declaração de voto na Assembleia de Freguesia sobre o serviço a tempo inteiro na Junta de Freguesia do seu secretário, Flávio Santos.
Assinalou o meu desacordo e acrescentou que Heitor Garruço (presidente da JF) esclareceu que tudo estava claro e justificou o acto com a necessidade de gerir diáriamente, no mínimo, oito trabalhadores; e que também Alexandre Costa(Presidente da AF) disse que... tudo foi legal. Ora, porque o cronista insiste em omitir o essencial da minha declaração de voto, passo a esclarecer: Enquanto Aristides Simões esteve ao serviço da JFAC, era ele quem, a par do trabalho que executava, geria os trabalhadores, recebendo por tais actividades (trabalho e gerência) cerca de 600 euros por mês. Com a sua reforma, o que fez o executivo da Junta de Freguesia em pleno período de crise? Em vez de promover um trabalhador para exercer as mesmas funções, premiando-o com um ligeiro aumento, contratou Flávio Santos a tempo inteiro, pagando-lhe mais de 1.200 euros mensais, com direito a viatura, combustível e telemóvel. Essa admissão é legal? Será. Mas não é só disso que se trata e não foi apenas por isso que me insurgi. Ora, num orçamento tão pequeno como são o de todas as Juntas de Freguesia, afectar uma verba daquele valor para o vencimento de um só funcionário, quando tanto jovem licenciado desespera por um emprego qualquer e muitos outros trabalham a troco de quaisquer 500 euros mensais e a recibo verde, tal decisão raia o escandaloso. Por isso, ao contrário do que alguns pretendem fazer crer, considero este assunto importante e nada pessoal me move contra quem quer que seja, mas tão somente bater-me contra os oportunistas da política e quem os defende ou protege. Ora, nada disto relatou tal cronista. Daí, esta carta para conhecimento do povo de Aguada de Cima.
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