Travassô: Junta de Regadio pode ser extinta
A Junta de Agricultores de Travassô (JAT) vai reunir em assembleia geral, a 20 de Fevereiro, e pode decidir-se pela extinção.
A JAT foi criada “há uns 40 anos”, para gerir o plano de rega da freguesia, a partir das captações do Freixoeiro. Mas há cada vez menos agricultores e menos serviço de rega. “Em 2010, vendemos 100 horas de água, o que nos deu 2000 euros, e só para a EDP foram cerca de 1000”, disse José Agostinho Lopes, o actual presidente da JAT - com os dirigentes Arménio Pires, Abílio Morais e António Santos. Isto é, as receitas “não dão para a buxa” e muito menos para restaurar a rede - que está deteriorada. E a JAT não tem meios financeiros para tal fazer. “Ao longo dos anos, deveria ter sido criado um plafond mas não foi e agora a Junta não pode fazer os restauros ”, disse disse José Agostinho Lopes, acrescentando que, em função do número de regantes, “também, se calhar, não se justifica”. Na verdade, é realmente cada vez menor o número de interessados na água da rede, para a agricultura. Em 2010, foram apenas 22. E a tendência é para ... diminuir. Os trabalhos da assembleia estão marcados para as 16 horas de 20 de Fevereiro, na sede da Junta de Freguesia, e envolvem a votação das contas de 2010, a análise da situação do regadio e a eventual eleição de uma direcção para 2011.
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