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Rancho Regional do Cabo em festa de 63 anos

por Redacção Soberania em Fevereiro 09,2011

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O Rancho Regional do Cabo foi fundado em 1948, a ele aderindo muita gente da cultura popular regional. É o mais antigo grupo folclórico de Águeda.

A história “deu-lhe” os altos e baixos de toda as instituições e uma passagem pela ”tutela” da Casa do Povo de Águeda.
“O nosso repertório, actual, é  formado por temas recolhidos pelo grupo, desde a serra do Caramulo ao Baixo Vouga”, disse Joaquim Oliveira Almeida, actual tesoureiro da direcção - acrescentando-lhe os “obrigatórios” temas do folclore e da etnografia de Águeda.
“O reportório é muito diferente do de O Cancioneiro, embora alguns temas possam coincidir”, disse o dirigente do RRC - que, na sua juventude, também foi dançarino do extinto Rancho da Rua d´Além.
O grupo “teve 17 actuações em 2010”, um pouco por todo o país, e a sua memória histórica inclui uma actuação internacional em Espanha, em terra vizinha de Santiago de Compostela, no ano de 2007.
O ensaiador é Alfredo Rio, que faz o Rancho Regional do Cabo, os seus rapazes e raparicas, a tocata e os cantadores,  mostrarem pelo país fora a qualidade e pureza folclórica que o torna grande representante cultural de Águeda.  
O grupo envolve 50 elementos, entre dançarinos, cantadores e tocata. E tem “400 e tal sócios”, embora nem todos paguem as quotas, “talvez uma 300 e poucos”.

Obras na sede

O Rancho Regional do Cabo, para além da sua história cultural e artística, está empenhado na conclusão das obras da sua sede própria.
Adquirida por 60 000 euros, está em fase de ampliação e requalificação - com custos que já vão para a ordem dos 50 000 euros. “Temos tido ajuda de várias empresas e amigos”, disse o tesoureiro Joaquim Oliveira Almeida, não esquecendo a Câmara de Águeda, “embora não tivesse dado nada em 2010”.
Actividade de angariação de fundos tem sido o cantar dos Reis. “Temos sido muito bem recebidos, levamos e recebemos alegria”, disse o tesoureiro, falando em mais de 4000 euros recebidos na última.
O edifício situa-se na Catraia de Assequins e “ainda está a ser pago”, através de um acordo de financiamento com a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Águeda.


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