Valongo do Vouga: INEM recusou transportar criança doente ao hospital
A INEM, solicitado a 20 de Janeiro para transportar uma criança ao hospital, recusou fazê-lo. “Chamem uma ambulância da Cruz Vermelha”, disse quem atendeu ao pedido urgente. E sem explicar porquê.
Uma criança de etnia cigana, da pré-escola de Arrancada do Vouga, teve um assomo de temperatura, chegou aos 39º,. e começou a largar sangue por uma das narinas. Foi medicada e reagiu, rebentando-lhe sangue pelas duas. Foi resolvido chamar uma ambulância, para a transportar ao Hospital de Águeda. O telefonema foi feito para o Serviço 112, mas a operadora não deu seguimento ao pedido, recomendando que fosse pedida ambulância à Cruz Vermelha. A coordenadora da escola pré-primária viu-se de repente com um problema nas mãos, sem saber como fazer. A assistência possível já tinha sido prestada à criança, localmente, e era difícil contactar os pais. Contactou a Junta de Freguesia de Valongo, que assumiu o pagamento da ambulância. A criança, já no hospital de Águeda, foi observada e conclui-se que sofria de infecções nos ouvidos e garganta. Carlos Alberto Pereira, presidente da Junta de Freguesia, comentou para SP que a autarquia “não fez mais que o que devia, num caso como este”, mas interroga-se sobre “o servio de saúde que temos”. “Os cortes feitos ao transporte de doentes são inadmissíveis. Deixa-se de se socorrer as pessoas e não se sabe porquê, com as consequências que podem daí advir”, disse o autarca valonguense, interrogando-se ainda sobre “em que país estamos e que serviço nacional de saúde nos serve?”.
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