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Paredes: Muro da vergonha inquieta a população
O mau-estar da população de Paredes contínua latente, em consequência do fecho da passagem de nível do Caldeireiro, que, segundo muitos moradores, "divide o lugar".
“No concelho de Aveiro, não se vê uma única passagem de nível cortada, tendo a REFER optado pela colocação de cancelas automáticas”, queixou-se um morador de Paredes, defendendo idêntico procedimento nas travessias na área de Águeda. “O encerramento da passagem de nível do Godofredo Duarte (Caldeireiro), só serviu para dividir, ainda mais, o lugar de Paredes, fazendo com que as pessoas sejam obrigadas a trilhar um itinerário muito mais longo”, acrescentou a mesma fonte. Segundo SP apurou, muitos dos moradores da zona central de Paredes (pequenos agricultores), cultivam terrenos na zona do Vale Verde e, quando necessitam de transportar carros de mão com pequenos utensílios, são obrigadas a fazer voltas enormes. “Quando se trata de um tractor, são obrigados a vir à Central Rodoviária, contornar a placa giratória do Jardim Conde Sucena e subir pelo antigo IC2, até ao corte do LIDL, para chegarem aos seus terrenos”, contou o morador, ouvido pelo nosso jornal.
AQUEDUTO AFUNILADO
A intervenção que foi feita no aqueduto sob as vias (rodoviária e ferroviária) que ligam o Caldeireiro a Paredes, também têm causado criticas, com o descontentamento a ser descarregado em letras garrafais nos rails metálicos de protecção. No essencial, queixa-se o autor do “escrito” que a entrada para as águas pluviais, a norte, é de 2,40x1,60, tendo o acrescento, a sul, sido feito com uma saída de 1,40x1,40, motivando o claro afunilamento do aqueduto.
PASSAGEM SUPERIOR
Mais a poente, nas Carmeleiras de Cima, onde em final de 2010 uma automotora apanhou, de raspão, uma carrinha de passageiros, o fecho da passagem de nível (em breve) será minimizado com a construção de uma passagem superior, cujos trabalhos foram iniciados em Setembro, embora se encontrem por concluir. “A passagem superior vai colidir com a entrada de uma casa e não foram acauteladas medidas que permitam a um invisual, a um deficiente em cadeira de rodas ou a um idoso, utilizarem a estrutura”, apontou o morador ouvido por SP.
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