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A saúde, que é a nossa maior riqueza, levou mais uma machadada em Águeda. Como pelo país fora. Quem a quiser, tem de a madrugar em Unidades e Extensões de Saúde e aguardar que a sorte o proteja e haja hora e médico para a consulta. 1 - As alterações que SP revela nesta edição dão uma ideia clara de como pobres, remediados ou ricos, terão de esperar pela sua vez para uma consulta - se a tempo dela chegarem vivos. Os mais abonados de bolsa, ainda se safam, com seguros de saúde pagos da própria carteira. Porque podem. E quem não pode? 2 - Não se julgue que isto é uma brincadeira, só para chatear quem nos governa. Não é. Dou o exemplo que me é mais próximo: se tiver de aguardar pela média de tempo de espera de consulta, tendo em conta as disponibilidades da extensão em que tenho médico de família, só a terei de 125 em 125 semanas. 125 semanas???!!! É isso mesmo! Em Unidades ou Extensões de Saúde - que fecham portas, como quem as tranca aos ladrões. 3 - O próprio hospital, com as honras de ser a maior riqueza de Águeda, está cada vez mais limitado em serviços. Sei de quem lá foi marcar exames auxiliares de diagnóstico - que sempre lá fez - e foi informado que até ao fim do mês já não havia vagas e que depois não se sabia - por causa da fusão com Aveiro e Salreu, que dará no Centro Hospitalar do Baixo Vouga. Que o melhor era ir ao sector privado. 4 - As ambulâncias que transportavam doentes a tratamentos especializados, também tiveram um corte. E muitos doentes, sem capacidade financeira para assegurar ouros meios de transporte, ficaram na soleira da porta, à espera do... nada. Havia abusos neste serviço? Haveria. Asseguram-me que sim. Pois, então, acabassem com eles e continuassem a proteger quem realmente precisa. n CV
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