Caça à multa
Estava nas compras de última hora, no dia de consoada. O shopping estava a fechar. Uma amiga telefonou-me a avisar que a Polícia estava a multar a minha viatura. Tinha-a deixado junto de várias outras, que ocupavam as áreas envolventes. Concluídas as compras, dirigi-me à viatura. Uma força policial considerável estava de facto a multar todas as viaturas estacionadas fora dos lugares de parques (que se encontravam cheios). “Não quero acreditar! Pensei que não era verdade! Na última hora de compras do dia de consoada vêm para um shopping multar viaturas de quem entrou para umas compras de última hora! E não estamos a impedir alguém de circular ou a incomodar o trânsito!” Impávidos e serenos, os agentes tiraram a factura e eu paguei. Um cidadão, também revoltado, lamentou: “A minha mulher estava há pouco numa caixa de multibanco a levantar dinheiro e antes que a sua mão o retirasse, outra o fez e pôs-se em fuga! Aí é que devia estar o policiamento. Só que assim não facturavam!” Regressei à minha viatura e preparava-me para a retirar, quando um agente passou ao lado e olhou para mim. Abri o vidro. Ele sussurrou-me: “Os senhores têm razão! Em Lisboa não se anda a multar quem anda às compras num shopping”. Afinal, apenas no Porto (onde me encontrava) o faziam! “Provavelmente os objectivos de multas estavam baixos e só faltam uns dias para o fim do ano!”, conclui. Uma sugestão ao senhor Superintendente da Polícia de Segurança Pública do Porto: No dia dos ‘finados’, podiam aparecer nos cemitérios! Facturavam mais que no dia de consoada! n EC
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