Fermentelos: Evolução da Banda Marcial passa por melhores condições
A Banda Marcial de Fermentelos promoveu no sábado, dia 23 de Outubro, o jantar comemorativo do seu 142º. aniversário. É a mais antiga colectividade de carácter sócio-cultural de Águeda!
Rui Raínho Pires, presidente de direcção, considerou, na nota de abertura da edição de Outubro do boletim informativo da colectividade, distribuído pelas mesas, que a época de actividades “teve contornos de novidade”, desde logo pela entrada do novo director artístico, Hugo Oliveira, com o qual, garantiu, “existe uma ampla sintonia e cumplicidade”. O líder da “Rambóia” referiu-se, igualmente, “à reposição do espectáculo “Alma - Cantata Profana, do compositor e filho da casa, Luís Cardoso”; à “plena actividade da Escola de Música, que culminou com a apresentação, em vários cenários, da Banda Juvenil, dirigida pelo maestro Ricardo Torres”; e da organização da Festa do Peixe" com significativo aumento do número de visitantes”. “A evolução da Banda Velha pressupõe a melhoria das condições existentes”, defendeu o presidente, empossado em Março deste ano, associando a ideia “à adaptação do edifício à legislação vigente, cumprindo o previsto no projecto aprovado, com o objectivo de o dotar de meios e instalações mais modernos”. Além da sua legalização, cuja parte burocrática já está resolvida, e da gravação de um CD, dentro de 15 dias, Rui Raínho Pires entende que “a substituição do fardamento é uma necessidade absolutamente inadiável”, que será concretizada já no próximo ano.
SUBSÍDIO DA JUNTA
O presidente da Junta de Freguesia de Fermentelos, Carlos Nolasco, manifestou “uma satisfação muito grande por termos uma associação como esta” e admitiu que “não é fácil manter uma banda com o nível artístico que a Marcial alcançou”. “Só com muito trabalho dos músicos, familiares, directores e amigos é que isso se torna possível”, defendeu o autarca. Depois, considerou que “a Junta de Freguesia não dispõe de orçamento para dar uma boa prenda às colectividades, reconhecendo que “os 250 euros é pouco, mas é muito para o nosso orçamento!”.
BANDAS UNIDAS
“É realmente extraordinário que uma colectividade como esta esteja 142 anos ao serviço da cultura, da freguesia e do concelho”, constatou Jorge Castro Madeira, que representou a União de Bandas de Águeda na mesa de honra, apesar de António de Almeida e Silva, presidente da instituição, também se ter associado às comemorações da efeméride. “Águeda tem hoje cinco Bandas unidas em torno de um objectivo comum, sabendo-se que têm os mesmos problemas e os mesmos anseios”, disse Castro Madeira, observando ter pena que na sua freguesia, Aguada de Cima, não haja uma banda de música, "que é uma riqueza enorme para uma localidade”. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
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