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Águeda: Bombeiro Carlos Barrocas recebeu Medalha de Mérito, Protecção e Socorro
O voluntário Carlos Manuel Domingues Barrocas, dos Bombeiros de Águeda, foi galardoado com a Medalha de Mérito de Protecção e Socorro, Grau Cobre, da Autoridade Nacional de Protecção Civil. «Sinto-me orgulhoso e muito feliz», disse a SP.
A medalha visa “o reconhecimento público a pessoas e instituições que, de forma abnegada e decisiva, contribuem para o êxito de operações de protecção e socorro, ajudando a minimizar os custos materiais e o sofrimento dos que são afectados por acidentes graves e catástrofes”. Carlos Barrocas foi, em 2009 e no distrito de Aveiro, o bombeiro com mais horas de serviço operacional - 3322!!!. «Manifestamos o nosso regozijo pela homenagem prestada pelo sr. Ministro da Administração Interna, dr. Rui Pereira, ao bombeiro Carlos Manuel Domingues Barrocas», referiu a direcção dos Bombeiros Voluntários de Águeda. A cerimónia decorreu, a 22 de Outubro, na sede da Associação Nacional de Protecção Civil (ANPC), em Carnaxide (Lisboa), e foram condecorados mais 17 bombeiros, de outros tantos distritos de Portugal. Teve a presença de várias individualidades, entre elas o presidente da Autoridade Nacional da Protecção Civil, major-general Arnaldo Cruz. Carlos Manuel Domingues Barrocas, de 35 anos, natural de Arrancada do Vouga, é também um antigo campeão regional e nacional de atletismo (ainda compete oficialmente) e bombeiro voluntário desde 1994. «Frequentei a escola de bombeiros, inspirado no meu vizinho Pedro Martins, que já era voluntário», disse a SP. Actualmente, como bombeiro de 1ª. classe, integra a Equipa de Intervenção Permanente (EIP) dos Bombeiros Voluntários de Águeda. SP: Alistou-se como voluntário, qual foi a razão? CB: Já tinha sido voluntário na tropa e prestar este tipo de serviços de interesse público e solidariedade sempre me entusiasmou. O bichinho começou a mexer, principalmente, ainda muito jovem, quando via o Pedro Martins fardado. Isso aconteceu em 1994 e no ano seguinte já era bombeiro, depois de frequentar a respectiva escola. SP: Como assume este galardão nacional? CB: Estou muito feliz, mais a mais pelo motivo que foi: ser o bombeiro do distrito de Aveiro com mais horas de serviço. Estou muito orgulhoso, a medalha é como que uma recompensa para os sacrifícios e os riscos que corremos, fora de casa e da família. SP: Teve já algum momento especialmente difícil na sua carreira, em risco de vida? CB: No fogo do Fontão de Albergaria-a-Velha, eu e mais seis homens estivemos cercados pelas labaredas. Foi um momento muito crítico, mas felizmente fomos ajudados pelo povo e pelos meios aéreos. Foi a segunda vez que me senti exausto e com medo. SP: Não vai desistir... CB: Vou continuar a ser bombeiro, enquanto puder. Gosto e quero servir a causa.
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