A família do Padre Virgílio Susana Dias (1922-2001) delocou-se no dia 10 de Julho de 2010, dia do seu nono aniversário lutuoso, à vila de Cacia para agradecer ao povo caciense e aos seus Orgãos Autárticos (Assembleia e Executivo da Freguesia) o gesto nobre de fazerem perpectuar na sua toponímia o nome do Pe. Virgílio Susana Dias.
A homenagem começou pela celebração de uma missa de sufrágio da sua alma na capela de Sto. António do Rego, celebrada pelo seu sobrinho Pe. Virgílio Maia com a presença de muitos familiares, membros da autarquia e católicos da Paróquia de Cacia com destaque para um grupo numeroso da Juventude Operária Católica (JOC).
Seguiu-se uma romagem ao Bairro Social da Câmara de Aveiro, em Cacia, um bonito complexo de habitação social que passa a ter na sua rua principal a placa com “PADRE VIRGÍLIO SUSANA DIAS – PIONEIRO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, EM CACIA”. Aí, a professora Marília Dias, sobrinha do homenageado, em nome da família, agradeceu ao povo caciense e aos seus representante autárquicos a nobre distinção que fizeram a um homem e a um padre de bom coração que gastou 16 anos da sua vida a servir as pessoas de Cacia.
O Pe. Virgílio Dias, natural de Fermentelos, rumou a Cacia no ano de 1960, depois de ter sido capelão do Hospital de Águeda, coadjutor da paróquia de Águeda e prior de Castanheira do Vouga. Em Cacia (1960-1976) foi um prior zeloso e delicado ao seu trabalho de pastor promovendo com zelo da parte religiosa, a formação das crianças e dos jovens, da assitência social apoiando os mais pobres e abrindo horizontes a muitos com a criação do pequeno almoço e da sopa dos pobres para culmatar a muita miséria que se sentia nessa época. Por sua iniciativa foram construídas duas habitações para famílias pobres e numerosas, em Sto. António do Rego. Foi um pároco que sempre esteve na linha da frente na aplicação das renovações introduzidas pelo Concílio Vaticano II. Dinamizou o património paroquial com a construção da residência paroquial e o restauro da igreja matriz. Homem simples e alegre foi também um promotor da cultura e um dos dinamizadores dos Cortejos dos Reis, das famosas recitas dos anos sessenta e ainda da Folha Voz da Paróquia.O seu apoio às crianças das escolas é recordado com saudade como é recordada também a sua disponibilidade para ajudar quem tivesse alguma dificuldade.
Em ano sacerdotal foi também recordado como um padre que sempre se fez rodear da sua família a para a qual teve sempre gestos de acolhimento e de compreensão. Foi com imensa saudade que foi e é recordado pela sua irmã e cunhado, pais do Pe Virgílio Maia e pelos numerosos sobrinhos que estiveram presentes.