Postal da Semana: Caso de estudo
Nove funcionários, com Cônsul, Vice-Cônsul e Chanceler: o habitual para um Consulado. Pouco ou nada habitual era a fórmula de gestão: atendiam até sete pessoas por dia! O cidadão luso ou luso-descendente tinha que ir para as portas do Consulado por volta das quatro horas da madrugada, para ter a possibilidade de apanhar as sete senhas que eram disponibilizadas! A receita era pouca, a despesa muita e quando chegou a hora de reduzir despesa no Ministério dos Negócios Estrangeiros, este Consulado constou da lista a abater. A Comunidade revoltou-se. O Consulado (de Santos, S. Paulo) servia uma população de portugueses e luso-descendentes estimada em 90 mil almas! Em alternativa, o Governo da nossa República ( das bananas, para alguns...), decidiu nomear um Cônsul-Honorário. Teve o bom-senso de nomear um dos mais prestigiados portugueses da Comunidade e com muita paixão pela causa. E também com orgulho e dinheiro bastantes para sustentar o sucesso do Consulado. Resultado: um ano depois, com sete funcionários apenas, são atendidos cerca de setenta cidadãos por dia! O número de pedidos de luso-descendentes que, neste período, pediu a nacionalidade portuguesa elevou-se a mil! Ainda mais: o dinheiro enviado para os cofres do Governo português, cobrado pelos actos praticados, elevou-se a cerca de 30 mil euros por mês! Já todos sabemos que o Estado é um patrão ausente. Talvez por isso e não só, é um mau patrão! Com a crise que o Estado enfrenta, todos percebemos que, mais que nunca, as boas decisões devem ser analisadas e seguidas. O Consulado de Santos (S. Paulo, Brasil), é sem dúvida um caso de estudo!
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