Clero de Aveiro alertado para a necessidade de formação
O segundo dia da formação do Clero de Aveiro arrancou com uma comunicação sobre a Formação Permanente dos Presbíteros, a partir do pensamento de Amadeo Cencini. As Jornadas em Albergaria congregam meia centena de padres e diáconos
O cónego António Jorge, da diocese de Viseu, foi o orador convidado e apresentou em traços largos as linhas mestras de Cencini – sacerdote italiano que esteve presente no último Simpósio do Clero de Portugal - sobre a formação permanente. Reforçou as ideias do italiano, que usa a metáfora da respiração humana para falar da formação permanente. “A Formação Permanente é como a respiração humana ainda que com arritmias e intermitências”, frisou. De seguida, lançou os pressupostos dessa formação permanente a partir do que defende Cencini: renovação da consagração; novo modo de formar candidatos; colocação no centro da formação sacerdotal a formação permanente e, por fim, renovação da própria ideia de formação. O sacerdote viseense considerou que a formação permanente “é uma longa parábola inacabada, é crescimento contínuo para Cristo, que deve ser pensada antes sequer da formação inicial dos candidatos ao sacerdócio”. “Não pode ser mera reciclagem intelectual e deve ser tida em consideração logo no início da caminhada de discernimento vocacional no Seminário”, sublinhou e prosseguiu: “Não podemos no Seminário continuar a formar “padres para este tempo”, uma vez que quando chegar a hora do exercício pastoral esse tempo já passou”, ressalvando, deste modo, a importância da formação permanente. António Jorge referiu ainda a “docibilitas” como a ideia central do pensamento de Cencini. E deixou a definição da palavra latina: “Pleno envolvimento activo e responsável da pessoa no processo educativo e formativo”. Para o conferencista, a “docibilitas” deve começar a ser ensinada nos Seminários. No diálogo sequente à comunicação, António Jorge ressalvou a necessidade de “um maior acompanhamento aos sacerdotes, por parte quer do bispo quee do próprio presbitério”. Vincou, por fim, a necessidade de se perceber a formação permanente como “respiro da vida”, tendo a percepção de que tudo o que se faz no dia-a-dia se engloba e envolve nesse mesmo processo de formação permanente que leva ao crescimento e a uma maior conformação com Cristo Bom Pastor. José António Carneiro (Diácono)
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