Há 100 anos: Dezastres
João Batista, carreiro, do logar do Cazainho, dos arrabaldes desta vila, guiava ante-hontem, já de noite, o seu carro de bois, quando á entrada da subida de Paredes lhe sucedeu um dezastre que lhe podia trazer a morte. O Batista retirára-se para um dos lados da estrada, ao ver a distancia as lanternas dum trem, metendo de novo para a estrada logo que este passou. Porém, a pouca distancia, vinha um outro trem, que o carreiro não vira por êle não trazer lanternas; e, como não tivesse tempo de se retirar, foi colhido e lançado por terra, passando-lhe por cima do corpo os bois e o carro, ficando muito ferido na cabeça, sobrolho direito, e com diversas escoriações, sendo alguns dos ferimentos cozidos a pontos naturais.
Andando o trabalhador Manuel Chula, o Conego, do logar de Paredes, a rachar pinheiros, o machado com que fazia aquele serviço resvalou, ferindo-o bastante na canela da perna direita.
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