8608
Abril de 1970 foi o mês da minha estreia, em letras de chumbo, no espaço secular da Soberania. A “experiência” vinha já de Fevereiro, pela mão amiga do professor Elmano de Vasconcelos - que na EICA me ensinava as artes do desporto e me “atraiu” para as letras de imprensa no Botaréu, jornal da escola. 1 - A doença que prematuramente o levou “promoveu-me”, nesse distante Abril, a director e coordenador da página desportiva de SP - que foi embrião bem sucedido do actual suplemento. Fevereiro de 1975, regressado eu da guerra colonial e de Angola, foi tempo de ser director-adjunto de SP. A minha passagem profissional pelo Jornal de Notícias e pelas páginas de O Comércio do Porto e A Bola, entre outros projectos jornalísticos, nunca me “roubaram” a SP. 2 - Quer isto dizer que, entre as marés e as glórias e tragédias da história, “estou” em Soberania do Povo vai em 41 anos. 41 dos 131 que SP agora completa. 3 - Conheci várias Soberanias, nestes longos 41 anos de uma vida jornalística cheia de pequenas e grandes histórias, de dramas e glórias que o papel impresso deixa para o futuro. Em páginas de emoção e devoção, todas elas dedicadas a Águeda, lutando e sofrendo por Águeda. Numa quantas vezes incompreendida e (in)justamente criticada SP. 4 - A SP que agora conheço, ao fechar a página dos seus históricos 131 anos, é um jornal sereno, modernizado e livre dos muitos espartilhos que tantas vezes - e em tantos lados!... - condicionam a pluralidade da opinião e a verdade e oportunidade da informação. E é uma empresa forte e segura. 5 - A edição 8608 deste centenário jornal de Águeda seguramente certifica a credibilidade do projecto iniciado em 1879 e continuado por três séculos fora - como se o palco não mudasse, mudando embora os actores que o fizeram, sempre, uma autentica soberania do povo. n CV
2211 vezes lido
|