Os juniores (e dois juvenis!) do Recreio de Águeda foram goleados (0-9) pelo Gafanha, numa das páginas mais tristes da história do clube.
A decisão do plantel sénior em deixar o clube, que se reporta na página anterior, motivou que o Recreio se apresentasse em campo com os juniores e um juvenil, que, 24 horas antes, tinham “encaixado” pesada derrota (1-5) com a Oliveirense, em Oliveira de Azeméis, num jogo do seu campeonato.
Importa, pois, questionar, se foi humanamente correcta a decisão de lançar os “miúdos” às “feras”, levando-os ao limite do esforço físico, como comprovam as evidentes cãibras com que alguns terminaram o jogo, disputado debaixo de chuva, o que tornou o relvado muito pesado.
Os aguedenses, embalados pela motivação e euforia de jogarem pelos seniores, revelaram, é verdade, apreciável atitude, numa tarde em que o Gafanha jogou só o quanto baste para construir uma vitória folgada, sem nunca ter abdicado do 4x4x2 inicial com que o seu treinador montou a estratégia.
De resto, a história do jogo resume-se aos golos; a dois bons remates de Rodrigo; a duas excelentes defesas de Fábio; a duas bolas que tiraram tinta aos postes locais; e a uma grande penalidade (pareceu forçada) desperdiçada pelos aguedenses, com Pedro Nuno a rematar para as “nuvens”.
O árbitro, num jogo fácil de conduzir, cometeu poucos lapsos, alguns dos quais motivados pela sua auxiliar, Marisa Castro, que esteve irregular no julgamento dos fora-de-jogo e, neste caso, em prejuízo dos “gafanhotos”.
Jogo: Estádio Municipal de Águeda.
Árbitro: Hugo Pinto.
Auxiliares: Marisa Castro e Miguel Nunes.
RECREIO
Fábio Santos, João Filipe, (Vasco A., 83'), Ricardo Jorge, Luís Henrique, Ruben Daniel, Gonçalo Rei, Pedro Nuno
(Fábio A., 67'), Nuno Rafael, Arnaldo Orlando, Rodrigo Filipe, João António, (Zé Manuel, 71') Treinador Liberal
Ao intervalo: 0-4.
Golos: Bruno (6', 39' e 58'), André Bóia (13'), Mark (19'), Tojó (59' e 87', este de gp), Rui Manuel (61') e Sidónio (76').