Águeda: Fez-se silêncio na Praça e a mensagem dos surdos passou
O Grupo de Teatro da Associação Cultural dos Surdos de Águeda subiu ao palco do AgitÁgueda na noite de 12 de Julho e, durante 90 minutos transmitiu as suas mensagens em pequenas peças de teatro: Vida dos surdos em Águeda antigamente; Diferentes no comunicar; Retalhos da vida de um surdo; o poema Silêncio e mímica.
A representação teatral foi toda executada em Língua Gestual e traduzida pela intérprete Susana Cortes. Das peças apresentadas, foi notada a intenção de passar ao público a mensagem de que existem pessoas surdas, que elas sentem que não são compreendidas e que não compreendem os ouvintes, que é necessário mais pessoas aprenderem LG, que as famílias com filhos surdos passam grandes angústias, mas que as pessoas surdas são alegres e encaram a vida com optimismo e alguma resignação “é a vida” como referiram várias vezes. O público reagiu muito bem ao espectáculo. Além da concentração máxima que valorizou o silêncio que se sentia, as mãos começaram a mexer tentando repetir alguns gestos dos artistas. Afinal perece tão fácil. É preciso é treinar diziam os mais afoitos. A vereadora Elsa Corga manifestou aos artistas a satisfação pelo bom trabalho apresentado incentivando-os a irem a outras terras apresentar as mensagens tão importantes para ajudar as pessoas a compreenderem melhor a realidade das pessoas que não ouvem. Pedro Marçal, presidente da direcção e responsável pelo grupo de teatro, agradeceu o apoio do público, da CMA, do INR.IP, dos Serranos, da Qual e do Luís e Francisco Almeida na parte técnica. E a música continuou. n A. GOMES
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