Silêncio, a UBA está em palco
Dez de Junho de 2009, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. No Cine-Teatro S. Pedro, em Águeda, a bandeira do concelho, de Portugal e da Europa, já com 27 estrelas, em pano de fundo. Em palco, os músicos, mais de cem, num colectivo de cinco Bandas - Castanheirense, 12 de Abril, Alvarense, Banda Nova e Banda Marcial - dão corpo, num acto único, a um concerto histórico que marcará, irreversivelmente, o nascimento, a raíz e a força da Orquestra Municipal de Águeda. No silêncio do teatro, e sob a batuta dos maestros Óscar Matos, Pedro Neves, Hugo Folgar, João Neves e Araújo Pereira, a música corre os caminhos da História, lembra laços de gerações, dando exemplo de que é possível, em diálogo aberto, construir um percurso comum: na dignificação da terra, na afirmação da sua gente, no levantar do chão de um hino multicolor contra a adversidade e a vaga deste tempo que avança e nos fragiliza, mas que é preciso combater e fazer recuar. Reencontrar a História e contribuir para uma nova arquitectura cultural da cidade e do concelho, aí está a UBA, a exigir silêncio a alguma política trauliteira dos nossos dias. E que o vento espalhe a música e “mil flores floresçam para Águeda”, como diria o poeta, Beatriz. Para o ano, levo-te ao concerto, combinado?
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