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Paradela: Cores muito vivas, no sonho do Arco Íris
O Centro Social Arco Íris, de Paradela (Espinhel), lançou a primeira pedra da sua obra social no dia 22 de Maio. A empreitada foi adjudicada por 539.017,57 euros e terá uma comparticipação estatal de 261.752 euros.
Manuel Ferreira, presidente da direcção do Arco Íris, não escondeu a emoção na hora de recordar os principais momentos que permitiram “dar forma ao sonho”, mas mostrou-se preocupado em relação ao futuro. “Os caminhos não se apresentam nada fáceis e a conjuntura veio agravar mais as dificuldades”, considerou. “Há alturas das nossas vidas em que todos nós temos que dar as mãos e acreditarmos que vamos vencer”, disse, voltado para as entidades oficiais e para os inúmeros populares que se quiseram associar ao arranque da obra, cujo prazo de execução é de 21 meses e que vai motivar a criação de 30 postos de trabalho.
MAIS QUALIDADE DE VIDA E... EMPREGO
“Esta obra vai aumentar a vossa qualidade de vida e a criação de emprego”, revelou António Celestino de Almeida, director do Centro Regional de Segurança Social de Aveiro, acrescentando que “vai ser, para muitos, a primeira e única oportunidade de emprego que vão encontrar na vida”. Gil Nadais, presidente da Câmara Municipal de Águeda, referiu-se a “momentos de desânimo” que assolaram os dirigentes do Centro Social Arco Íris, mas, regozijou-se, “hoje já podemos dizer que a obra é irreversível e que os apoios da Segurança Social e da Câmara estão garantidos”. “Mas a obra vai exigir algum esforço”, advertiu o presidente.
DEPENDÊNCIA DE CARINHO Amorim Figueiredo, presidente da assembleia geral da instituição, comentou que a obra justifica-se porque, disse, “a sociedade de hoje, materialista, de consumo, de desvalorização do homem não produtivo e da dimensão transcendental da vida, faz com que a dependência de carinho, seja uma constante a partir de certa idade”. O Monsenhor João Gaspar procedeu à bênção da primeira pedra, e, na ocasião, recordou o saudoso D. Manuel Baptista da Cunha (faleceu a 13 de Maio de 1913), antigo Arcebispo de Braga, que era natural de Paradela e cujos restos mortais se encontram no jazigo dos arcebispos, na Sé de Braga. O equipamento social do Centro Social Arco Íris vai criar 33 lugares de creche, 30 de serviço de apoio domiciliário e 30 de centro de dia, num total de 93 lugares. “É uma obra que trará mais qualidade de vida e que, estou em crer, fixará mais gente no lugar de Paradela e na freguesia de Espinhel”, asseverou o presidente Manuel Ferreira.
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