Águeda: Vontade de crescer e inovar reforça as
A Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa comemorou 32 anos, no dia 18 de Abril, e reiterou a vontade de “crescer e de inovar”. E sugeriu à Câmara Municipal que seja mais solidária. César Marques, que preside aos destinos da Cruz Vermelha de Águeda há 12 anos, referiu, num olhar sobre 2008, que a instituição “perspectivava mais respostas sociais, que só não aconteceram por falta de um terreno ou habitação devoluta” e que, daquele modo, inviabilizaram “uma oportunidade de candidatura”. A instituição, que se dedica à área social e de saúde, já tinha manifestado, num passado recente, a intenção de ampliação do Centro Comunitário Porta Aberta, que, apesar de inaugurado a 18 de Outubro de 2004, rapidamente se tornou pequeno para a intensa actividade desenvolvida diariamente. O presidente da Delegação de Águeda da Cruz Vermelha enalteceu o apoio que tem sido dispensado pelo governo central e Câmara Municipal, mas não se coibiu de considerar que os apoios municipais “não são dispensados na proporção dos serviços que prestamos à comunidade” e que “a autarquia deveria ser mais solidária”. CÂMARA: “A Cruz Vermelha de Águeda é uma delegação de referência nacional”, mas, no entendimento do seu presidente, “precisa de quem a motive, estimule e apoie, em meios e equipamento, ao nível social e de socorro”. César Marques, neste contexto, revelou que a instituição “está deficitária de um vigilante e de um médico em regime de avença”, assim como “de uma tenda de socorro e enfermagem”. Gil Nadais, presidente do município, prometeu “apoiar dentro das possibilidades”, e ressalvou “a qualidade superior” do desempenho da Cruz Vermelha de Águeda, mas considerou que “temos que ir mais longe ao nível do voluntariado e chamar mais gente para a instituição, de forma a contribuirmos para uma sociedade mais justa, humana e fraterna”. “A Câmara Municipal gostava de dar muitos mais apoios, mas também gostava de ter mais receitas do Governo”, disse Gil Nadais, que desafiou a instituição “a inovar”, para dar “respostas diferentes, para problemas diferentes”. CRISE: “É um grande prazer vir aqui e ouvir os representantes de várias instituições reconhecerem o trabalho desenvolvido em Águeda pela delegação da Cruz Vermelha”, começou por dizer Luís Névoa, director-geral da CVP, em representação do presidente nacional. “A crise irá criar novos desafios a instituições como a Cruz Vermelha, mas estamos a procurar novos tipos de respostas sociais, mais abrangentes, para enfrentarmos os problemas”, acrescentou Luís Névoa, citando restruturações “na área da emergência e do apoio à sobrevivência”.
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