Futebol: Protesto da Atlética julgado improcedente
O Conselho Técnico (CT) da Associação de Futebol de Aveiro (AFA) julgou, por unanimidade, improcedente o protesto apresentado pela Atlética Macinhatense relativo ao jogo com o Mourisquense, disputado a 1 de Março passado.
O clube de Macinhata do Vouga alegava que o árbitro, António Assunção Gomes, cometeu um erro técnico, ao permitir que fosse marcada uma grande penalidade com o atleta macinhatense Tché, que tinha sido expulso, ainda dentro das quatro linhas. O CT da AFA concluiu que o jogador expulso abandonou o rectângulo de jogo pelo lado do seu banco de suplentes e que reentrou no terreno na altura em que o árbitro apitava para a execução da grande penalidade, que viria a ser falhada pelo Mourisquense. Segundo o órgão associativo que analisou o protesto apresentado pelo Macinhatense, ficou provado que “o árbitro auxiliar, que se encontrava do mesmo lado do atleta infractor, de imediato levantou a bandeira e, inclusivamente, chamou o árbitro para o alertar para a situação criada pela reentrada do atleta no terreno de jogo“, que viria a originar a repetição da grande penalidade que tinha sido... falhada. MACINHATENSE CONTESTA DECISÃO
José Carlos Baptista, presidente do Macinhatense, não se conforma com a decisão do CT da AFA. “Algumas pessoas que prestaram declarações no âmbito do protesto, que se lembrem do teor dos seus depoimentos, que metam a mão na consciência e que concluam se estão, ou não, a pugnar pela verdade desportiva e pelo bem do futebol”. “É inadmissível que pessoas que se dizem responsáveis pelo futebol distrital contribuam para a mentira da modalidade e coloquem em causa a dignidade e o bom nome da Associação Atlética Macinhatense”, acrescentou o presidente da direcção. “O atleta do Macinhatense expulso em Mourisca não chegou a sair do campo antes da marcação do pénalti e dirigiu-se para os balneários pela linha lateral contrária a dos bancos de suplentes“, concluiu José Carlos Baptista.
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