Travassô: Queima do Judas continuou a tradição
Travassô, mais uma vez e de acordo com a tradição, assinalou a festa da Páscoa com a “Queima do Judas”.
Sábado, Travassô de Cima e Travassô de Baixo, numa rivalidade sadia, apresentaram às centenas de pessoas presentes, cenas de crítica social e de diversão. Misturaram-se as novas tecnologias com cenas de um filme antigo, o inesquecível “Pátio das Cantigas”. Assim, Travassô de Cima, numa aproximação ao concurso televisivo, apresentou o debate “Quem quer ser Presidente da Junta?” e desfilou os candidatos que, respondendo às questões do apresentador do concurso, propuseram as mais variadas iniciativas para merecerem os votos do povo. Tudo com recurso às novas tecnologias, ou não estivesse em causa uma campanha eleitoral do século XXI. Travassô de Baixo, através da figura inesquecível de Vasco Santana, foi recriando situações do filme, misturadas com a crítica social, que sempre se impõe neste tipo de iniciativas. As rábulas terminaram com o enforcamento do Judas. No caso de Travassô de Baixo, o acto teve até honras de acompanhamento a guitarras e fado, o que abrilhantou a festa, pois apesar de se lidar com a morte, tratava-se da morte de um traidor, o que não “ensombrou” os festejos. O espectáculo terminou com o habitual fogo de artificio e a leitura das “herdas” aos rapazes e raparigas da freguesia. à moda da tradição.
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