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Arrancada do Vouga: Pais ameaçam tirar filhos da pré-primária
A Associação de Pais da Pré-Escola de Arrancada do Vouga anda em polvorosa. A terceira sala já vai na terceira educadora e com hipóteses de, ainda antes do final do ano lectivo, vir a ter uma quarta.
Assim é, de facto, mas, antes que o caldo se entorne, lá vieram promessas informais de, afinal, a turma até vir a beneficiar da presença, em simultâneo, de duas funcionárias. Só que uma… tem 85% de grau de invalidez!... Se isto acontecesse num outro país, que não o nosso, considerava-se o caso surreal, mas como é cá no burgo4, vamos considerá-lo… normal. Os pais das crianças da terceira turma da Pré-Escola de Arrancada do Vouga reuniram-se na quinta-feira, na Junta de Freguesia de Valongo do Vouga, para decidirem o que fazer, perante tão grande instabilidade. Na mesa, estavam Carlos Alberto Pereira (presidente da Junta de Freguesia, Luciana Torres (presidente da Associação de Pais), José Ladeira e Edite Silva. Os ânimos não eram os melhores e havia mesmo a vontade de suspenderem a continuação dos seus filhos naquela turma da “pré”. O rol de educadoras que por lá passou, já vai sendo vasto. Uma primeira, pouco tempo lá esteve, saindo por doença. A segunda, Isabel, lá se arrastou, com 85% de invalidez, determinada por Junta Médica, mas que, nem assim, suscitou ponta de humanidade, por parte de quem, no Ministério, decide quem trabalha ou quem fica em casa. Mas, perante a impossibilidade de uma presença continuada desta, veio uma terceira, Edite, mas apenas com autorização de prestar serviço por “31 dias”. Os pais dos alunos indignaram-se, perante tanta inépcia e instabilidade, e, com a ameaça de suspensão a pairar no ar, o Agrupamento de Escolas fez chegar, na “hora h”, cópia de um ofício ao Sub-Secretário de Estado da Educação, que, supostamente, iria aprovar a continuação da educadora Edite, até ao final do ano, tendo a colaboração da outra funcionária incapacitada. Luciana Torres, presidente da Associação de Pais, lamentou a presente situação: “Aquela turma, já de si complicada, com carências de ordem afectiva, está a ser seriamente prejudicada. Não lhe faz bem nenhum, ter, durante um ano, três ou quatro educadores”. Os jornalistas, que tinham comparecido com o objectivo saber das decisões da Associação de Pais, perante o acontecido, limitaram-se a ouvir os quês e os porquês da revolta dos pais e foram convidados a sair, no final daquela breve prelecção, para que a associação discutisse o assunto. Uma carroça que ficou à frente do bois…
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