SP 8569
As dúvidas eleitorais de Águeda são muitas e... nenhumas. Cada vez mais há menos gente disponível para o sacerdócio de serviço público e muito poucos estão disponíveis para se deixarem imolar no tribunal da opinião política. Por alguma razão os partidos têm cada vez mais dificuldades em arranjar gente que se comprometa com os seus (não) projectos. 1 - Fenómeno cada vez mais vivo, na política local, é o da afirmação de listas independentes. Aguada de Baixo, Espinhel, Préstimo e Recardães são Juntas de Freguesia lideradas por presidentes eleitos em candidaturas independentes. E, em 2005, também as houve em Fermentelos, Ois da Ribeira e Valongo. Sabe-se já, por outro lado, que duas (Águeda e Fermentelos) vão concorrer nas autárquicas deste ano. O que é que afasta os homens que se propõe servir da “canga” dos partidos? Que constrangimentos os oporão às lideranças partidárias?! 2 - Constrangidos estarão os organizadores de listas, com a obrigação de, em cada grupo de três candidatos, terem de incluir uma mulher. É a célebre lei das quotas. Acho isso uma falta de consideração por elas, as mulheres - que se verão candidatas não pelo que valem, mas por questões meramente percentuais. É injusto! E até desrespeitoso! 3 - Valongo do Vouga vive a agitação e expectativa de (vir a) ser vila. Será a quarta de Águeda - com as daqui a mais centenárias Fermentelos e Mourisca do Vouga e a mais jovem Aguada de Cima. Sabe bem ouvir: Vila de Valongo do Vouga. Mas o que trará essa honraria administrativa, para além de mais um castelo no brasão? Muito, pouco, nada?! De todo o modo, a gente de Valongo que faça estralejar os foguetes. A elevação a vila é sempre um bom motivo de festa e honraria. E em ano eleitoral é como o... mel!
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