Águeda: Milícias nocturnas para enfrentar os ladrões
Moradores e comerciantes do centro da cidade estão a movimentar-se no sentido de formarem milícias anti-roubo, que ponham cobro à vaga de assaltos dos últimos tempos.
“Estamos saturados, com tanto roubo e com tanto vandalismo! A GNR sabe quem são os ladrões, mas não tem, infelizmente, autoridade para usar o bastão como deve ser!”, desabafaram vários comerciantes do centro da cidade. “Isto só se resolve à bastonada, mas tem que ser forte e feio!”, defendeu a mesma fonte. “Os gatunos são apanhados, são levados ao juíz e, quando damos por ela, passam em frente aos nossos estabelecimentos e ainda se riem!”. “Se vamos para a cama e não descansamos nada, só a pensar que podemos estar a ser assaltados, mais vale permanecermos dentro dos nossos estabelecimentos, à espera dos bandidos e tratá-los da forma que se impõe”, acrescentou a fonte SP. Os moradores e comerciantes dizem que “se não formos nós a olharmos para o que é nosso, ninguém o vai fazer” e que “se os ladrões ficarem com marcas bem visíveis no corpo, talvez pensem duas vezes, futuramente”. O capitão Nuno Alberto, comandante de destacamento da GNR de Águeda, contactado por SP, disse desconhecer a intenção de moradores e comerciantes em formarem melícias anti-roubo, que enfrentem os ladrões.
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