Fermentelos: Os 140 anos da Rambóia feitos em livro da sua historia
A Banda Marcial de Fermentelos, mais antiga associação cultural de Águeda, apresentou, na passada sexta-feira, 20 de Março, o livro “A Rambóia: 140 anos de História”.
A obra, de 168 páginas, da autoria do jornalista e escritor Alfredo Barbosa, contou com a colaboração de Adaíl Pires da Rosa e foi apresentada por Mário Pinto, professor de Ciências da Comunicação da Universidade Fernando Pessoa, no Porto. Jorge Mendonça, presidente da direcção, considerou, que a obra “é o resultado da conjugação do esforço de muitas pessoas, e visa, fundamentalmente, retirar a existência da Marcial do rodapé da “História da Filarmonia””. “Uma história - sublinhou - em traço grosso, mas que não ignora os pormenores mais importantes da Banda Velha, trazendo à ribalta alguns factos que já têm o pó de, praticamente, um século e meio”, referiu Jorge Mendonça.
EMPENHO DE ADOLFO ROQUE
O presidente da Banda Marcial, destacou, depois, “o empenhamento pessoal” de Adolfo Roque, antigo presidente da assembleia geral, nos projectos do livro “A Rambóia: 140 anos de História” e na construção da Escola de Música. “Não fosse o alento do comendador Adolfo Roque, o timoneiro-mor da nossa nau, e, por certo, a direcção não teria a força que faltava para transformar a abstracção destes dois projectos nas realidades que são hoje”, disse Jorge Mendonça. Alfredo Barbosa, autor do livro, dedicou-o a Adolfo Roque, que considerou “um cidadão empreendedor e solidário”, e, juntamente com Jorge Mendonça, presenteou, simbolicamente, Luísa Bexiga Roque, viúva de Adolfo Roque, com uma flor. O livro é constituído por três capítulos. O primeiro, faz jus ao título (140 anos de História); o segundo, apresenta um conjunto de fotografias da família “ramboiana” (Álbum); e o terceiro, plasma o resultado de um vasto conjunto de conversas do autor com protagonistas da história da Banda Marcial (testemunhos).
ÁGUEDA TERÁ CASA DE CULTURA
O presidente da Câmara Municipal, Gil Nadais, na resposta a um repto de Jorge Mendonça, mostrou-se disponível para “levar o livro para fora do concelho, levando-o ao maior número possível de leitores, dando a conhecer a história da Banda Marcial”. “Águeda terá uma casa de cultura asaptada às necessidades do concelho”, adiantou, depois, Gil Nadais, na resposta à ideia de Alfredo Barbosa, ao defender que “Águeda tem todo o direito de exigir uma obra que suporte as suas 172 associações culturais”.
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