Fermentelos: Antiga tradição carnavalesca encheu as ruas da vila
Desde tempos imemoriais, que em Fermentelos, especialmente pela faculdade e facilidade que tem no sector musical, se brinca muito ao entrudo.
O mais curioso é que, ao contrário de muitíssimas localidades, aonde se “joga” o carnaval, com organizações de meio-ano, ou mais, e gastos de milhares e milhares de euros, aqui comanda o improviso, os gastos são diminutos e não se cobra um bilhete a ninguém. Praticamente, não há organização, tudo aparece improvisado, mais ou menos com agrupamento de ruas, e os corsos percorrem ruas e largos centrais da vila, de saída, percurso e final no Auditório da Senhora da Saúde. Este ano, entre as variadíssimas brincadeiras presentes - sátiras e críticas - apareceram representados o Sambinha do Rei, (a compreender a zona da Quinta do Rei), o Forró do Vieira, o Dálmatas, o Regimento Artilharia dos Trintões, com um grande “canhão”, lançando confétis; O Exército de Libertação de Fermentelos, os Sete Magníficos (com o Forno do Povo), os Rambóias, o Grupo Humorístico da Silveira (Oiã), o Samba da Baixa da Vila e o Balancé do Sameiro - em qual achámos certa “demagogia”, porque balançando estavam, de um lado, um grande boneco, representando um macho, do outro uma fêmea. Não dois machos nem duas fêmeas, entendem? Lançando ao povo de tudo um pouco, nomeadamente beijinhos, papelinhos e rebuçados, encerravam o corso rei e a raínha do carnaval fermentelense. Agora o certo, certo é que largos e ruas da vila tornaram-se muito pequeninos para comportar a avalanche de pessoas e veículos assistentes e participantes do carnaval daqui. Contaram-se mesmo por largos milhares. Muitíssimo concorridos e participados estiveram também os bailes do Projecto Jovem e da Banda Nova. E desempenharam também papel gracioso, na segunda-feira, dia 23 o pessoal do infantário e terceira idade da Associação Fermentelense de Assistência. E para o ano haverá mais!
FALECIMENTOS: No Rio de Janeiro (Brasil), aonde residia desde muito jovem, com seus filhos, viúvo de Maria José Pires, faleceu na penúltima semana, Jaime Reis Neves, conceituado comerciante de móveis. Em Fermentelos, reside seu irmão João Conceição Reis. Nesta vila, faleceu, com 89 anos, após prolongada enfermidade, Maria Eugénia Jesus Neves, viúva de José Constantino Santos e mãe de Felisbela, Maria Ester e Maria de Lurdes Neves Santos, esta já falecida. No hospital de Águeda, faleceu Jorge Rodrigues, fermentelense residente na Borralha. Tinha 61 anos, era irmão de Vitalina (falecida) e de Odete e Alice Rodrigues Moranho e pai de Jorge, Jaquelina e Ana Cristina Rodrigues, ausentes no estrangeiro. nAC
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