Crise
Crise. É um facto. Veio para ficar por algum tempo. Desta vez não é uma gripe. É uma doença que vai demorar a curar. Com algumas intervenções cirúrgicas pelo meio. A cura passa também e muito pela atitude e consciência de cada um. Há dias li dum especialista uma sugestão interessante. Um conjunto de atitudes a ter para ganhar a esta doença que assolou as nossas vidas. Recomendava ele que o “c” de “crise” devia ser usado como “c” de capacidade. Para trabalhar, para não deixar cair os braços, para enfrentar os desafios. O “r” significa a resistência, para enfrentar a tempestade que nos bate à porta e que exige mais de nós, na vida pessoal, no trabalho, na atitude firme e corajosa. O “i” significava a inteligência, indispensável para contornar obstáculos. O “s” aplica-se na sabedoria, no saber fazer, na formação pessoal e profissional que cada um deve reforçar, para melhor desempenho das suas tarefas. O “e” aplica-se no empenho, fundamental à execução de qualquer tarefa. Olhando esta sábia interpretação, penso no povo que somos e que ao longo dos séculos e nas maiores dificuldades sempre mostrou a sua capacidade, resistência, inteligência, sabedoria e empenho. É por isso que não quero ter dúvidas de que devemos acreditar com determinação que vamos vencer mais esta! Quem sabe se alguns males de que sempre padecemos e que tanto nos prejudicam, sejam postos de lado. Tais como a crónica inveja, maledicência ou o bota-abaixo, infelizmente tão característicos da nossa cultura. Nas crises, uma das coisas que ajuda a vencer, é a força que a união produz! Vamos a isso!
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