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Terras das oportunidades
Nov 21,2008 00:00
by
Luisa Mello
Cinco de Novembro, quarta-feira. Acordo com a notícia da eleição de Barack Obama para Presidente dos Estados-Unidos da América. Novidade não foi: há muito que esta vitória se vinha desenhando. Contente? Claro. Após tempos longos de “entre les deux mon coeur balance”, resultado do meu inteiro desconhecimento sobre a pessoa do candidato vencedor, (para o qual os seus discursos primeiramente tanto “redondos” contribuiu), comecei a aperceber-me da inevitabilidade de que ideias novas e juventude pujante e arejada eram o desejável. Para a América e para o Mundo. Yes!!! Como diziam os antigos - pelo menos os civilizados…- “glória ao vencedor, honra ao vencido”. Mc Cain, com o continuar da campanha, passou a ser para mim uma personagem de certo modo ternurenta… Não pelos seus cabelos brancos, mas pelo que eles “continham” de heroísmo passado e de seis anos de prisão e torturas às mãos dos vietcongs, que, todos sabemos, não são flores que se cheirem. Deve ter sofrido “guantanamos” que nem posso imaginar. A senhora que escolheu para sua possível vice é que eu gostava de saber quem lha “impingiu”… Nem ideias, nem penteado mostravam século XXI… Com a agravante de que presunção e água-benta cada qual toma a que quer. Como positivo - se se tratasse de um concurso puramente doméstico - uma família bonita. Um bocado pasmada, mas bonita… Não seja por isso, que a Obama também o é. A futura primeira-dama parece-me um bocado pespineta (já agora, a Sarah até abusou disso um bom bocado) mas aí está: é mulher do século XXI em todos os aspectos. Chóninhas da minha geração passaram à História e nem sequer davam muito jeito aos brilharetes dos maridos. A única ingenuidade que lhe detectei foi, quando em entrevista de princípio de campanha, se queixou da desarrumação que o consorte introduzia na “home, sweet home” do casal. Senhora Obama: em que lar, pelo menos de costumes ocidentais, é que esse “pecado” não acontece?!… Jornais espalhado pelo chão, meias sujas aos pés da cama, louça já utilizada na banca da cozinha à espera de se lavar por si mesma, recipientes sanitários cobertos de pelos da barba ou de tampas mal ajustadas. Homem que é homem é assim mesmo! A não ser talvez os que vivem em conventos e mesmo assim sabe-se lá. O que vai interessar é que o seu homem tenha as ideias bem arrumadas. n América, América! Que outro país (África à cabeça) poria na presidência alguém de tom de pele e proveniência não condizente com a maioria da sua população? Neste momento, América, tem nome é Democracia… Luther King deve estar a cantar hossanas no céu e essa herói do fim do século passado, que se chama Nelson Mandela, de certeza sentiu a alma mais quentinha. Um teve um sonho - que assassinos cortaram pela raiz - outro realizou o seu contra tudo e contra todos. Deus os abençõe e a ti, também, Obama, que todos precisamos de muita esperança! n LUISA MELLO 7-11-08 |