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Agadão: Lutar contra os "abutres" políticos que querem usar o nosso bom nome
Oct 31,2008 00:00
by
RSP
António Farias dos Santos está há praticamente 20 anos na presidência da Junta de Freguesia de Agadão. Não sabe, ainda, se se vai recandidatar.
SOBERANIA DO POVO (SP): Está há 20 anos na Junta. Como se sente? ANTÓNIO FARIAS (AF): Sinto-me bem. Eu, assim como as equipas que me têm acompanhado, sentimo-nos reconfortados pelo trabalho feito em prol do progresso de Agadão. Nunca abdicarei do princípio de defender a minha freguesia em tudo o que seja possível e não sou pessoa de comer rebuçados e fazer bandeira com os papéis que os envolvem. SP: Quais são os principais marcos deste percurso? AF: A defesa da mancha florestal, que representa a subsistência da esmagadora maioria da população. Enquanto eu estiver na Junta, vamos continuar a dispensar uma atenção muito particular a esta questão. Destacaria, também, a construção da rede viária, com cerca de 75 quilómetros de extensão. SP: As obras na estrada Agadão-Belazaima do Chão estão concluídas... AF: A Câmara fez um bom trabalho, neste particular. A nossa rede viária está muito boa. Excepção ao troço entre a Lomba e a Guístola (cerca de 1.800 metros) e a um troço entre a EN333 e às Águas Serranas (cerca de 1.000 metros). É um desrespeito para com esta empresa termos um troço em tão más condições! Já comunicámos à Câmara, por várias vezes, e esperamos bom senso.
75.000 EUROS PARA CAPELAS
SP: Em que pé está o arranjo urbanístico e a pavimentação do Parque junto à Igreja? AF: Está em fase de conclusão. Investimos cerca de 60.000 euros nos últimos dois mandatos. Acresce a remodelação do cemitério, em fase final, que obrigou a um investimento superior a 35.000 euros, e a aposta, de 2004 para cá, na beneficiação de capelas em vários lugares, incluíndo a Igreja de Agadão, em que foram investidos mais de 75.000 euros. SP: A construção do reservatório da DFCI está por fazer... AF: Esse reservatório estava para ser construído no terreno onde está a nascer o heliporto, mas, a determinada altura, a empresa que tem procedido à colocação das torres eólicas tentou desviar o equipamento para outro local e as negociações abortaram. Não abdicamos de construir o heliporto no alto da Catraia de Baixo. A empresa foi-se desviando do que tinha acordado inicialmente e só nos restou encerrar o diálogo. Os interesses de Agadão não estão acima de interesses particulares. SP: Quando é que o heliporto estará concluído? AF: Vamos fazendo conforme as possibilidades, porque não sabemos se a Câmara apoiará a construção do equipamento. O presidente disse que sim, o vice-presidente disse que não... Resta saber quem fala verdade! Uma coisa é certa: esta obra não é capricho meu.
NÃO SOMOS TELE-COMANDADOS
SP: E o diferendo relativo às torres eólicas? AF: Há pessoas, com responsabilidades, que me acusaram de ter sido o responsável pelo desvio das eólicas para Mortágua. O que é mentira! A Junta sempre defendeu as eólicas. Tudo indica que os proprietários vão ganhar a acção que moveram contra a empresa. Sempre lutaremos contra os “abutres” políticos que querem usar o bom nome de Agadão e seus representantes em questões como esta. Não pensem que somos tele-comandados. SP: Do que é que Agadão mais precisa, actualmente? AF: O Centro Social é imprescindível para o bem-estar da freguesia! Temos muitos idosos sem quaisquer apoio, e é premente criar um equipamento que dê resposta às necessidades. A instituição foi criada há cinco anos, temos um projecto aprovado, dispomos de um terreno com 4.200 metros e já adquirimos uma carrinha nova que será entregue brevemente. Falta-nos apoio... político! Ver edição SP impressa
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