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Mourisca do Vouga: Populares não concordam com alargamento do IC2
Oct 31,2008 00:00
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RSP
Um grupo de cidadãos da Trofa manifestou-se contra o alargamento do actual IC2, para o transformar em auto-estrada, e é favoravel à construção de uma nova via, a poente.
“O alargamento e transformação em auto-estrada implicará um conjunto de impactos negativos muito significativos para a população e para o meio ambiente, de uma forma geral”, referem os populares, num abaixo--assinado emviado à Agência Portuguesa do Ambiente, que está a coordenar o estudo de impacto ambiental do novo IC2, entre Coimbra e Oliveira de Azeméis.
Encerramento de empresas
Evaristo Martins e António Joquim Duarte, dois dos subscritores, em declarações a SP, referem, nomeadamente, que o alargamento e transformação do actial IC2 em auto-estrada, “implicará, no futuro, uma maior exposição da população a níveis de poluição atmosférica e ruído, com impacto directo nos moradores das construções envolventes do actual IC2”. “Este aspecto pode ser devidamente acautelado pela adopção de um traçado completamente novo”, defendem os dois populares, que dão acara pelo abaixo-assinado que vai seguir para a Agência Portuguesa do Ambiente e sublinhando que “afecta grandemente as construções existentes”, casos das empresas IVOL, Pneuval, Tavares & Neves, Petercar, Garrafimais, Pereira & Vidal, Restaurante Ferreira dos Leitões e Giestal Auto, que “vão ter o seu acesso a parque de estacionamento eliminados, elevando os encargos e termos de expropriações”. “Estas empresas, nestas circunstâncias, optarão por encerrar, o que acarreterá efeitos nefastos para empresários e trabalhadores, que nelas têm os seus meios de subsistência”, frisa o abaixo-assinado. A duplicação do IC2, para ser transformada em auto-estrada, “vai produzir impactos ambientais e de saúde pública, abrangendo uma área onde a densidade populacional é superior à da solução 1”, ver mapas, a que passa pelo desvio do IC2. Que é, defende o abaixo-assinado, pelo qual dão a cara Evaristo Martins e António Joaquim Duarte, “a melhor solução do ponto de vista ambiental, urbanístico e sócio--económico”.
IC2 municipal
O novo traçado, a partir do actual IC2, antes da casa de José Novo, na Mourisca, irá por Crastovães e Cheira, para poente de Pedaçães, galgará os campos dos rios Marnel e Vouga até Paus, já na freguesia de Alquerubim, do município de Albergaria. “A desclassificação do troço do IC2, para via municipal, torná-la-á a distribuidora principal de tráfego, a ser utilizada pela população da Trofa e freguesias envolventes, nas suas deslocações diárias”, sublinha o abaixo-assinado, que precisa o pormenor de “as populações destas freguesias terem fortes dependências à sede do concelho (Águeda), por razões de estudo, trabalho e serviços, entre outras”, por isso recorrendo ao actual IC2. “Transformar o IC2 em auto-estrada, para além das suas deslocações deixarem de ter alternativa viável, caso se opte pela duplicação, acarreterá encargos significativos para as famílias que dele dependem quotiadianamente”, refere o abaixo-assinado, frisando ainda que “a duplicação do IC2 implica um maior número de demolições e afecta uma grande extensão de terrenos agrícolas”. Terrenos que são, actualmente, cultivados e uma fonte de rendimento importante para as famílias”, assim como “uma grande extensão de terrenos que, segundo o Plano Director Municipal, já são urbanos”.
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