Águeda: PCP condena PIDDAC 2009 com menos dinheiro e obras
Oct 30,2008 00:00 by RSP
A DORAV do PCP considera o PIDDAC de 2009 como “um instrumento sem controlo e sem avaliação”, lembra que Águeda é um dos seis concelhos em que diminui a dotação e considera “particularmente negativo o abandono de obras que, em anos anteriores, estavam consideradas para vários anos e que não foram executadas”, casos do Tribunal de Águeda e do complexo pedagógico e biblioteca da Escola Superior de Tecnologia e Gestão.

Os dirigentes distritais do PCP lembram que “uma vez mais, não há qualquer apreciação sobre a taxa de execução das obras aprovadas no passado ano”. “O PIDDAC - sublinham - funciona assim como um depositário indiscriminado de verbas e projectos que, ano após ano ficam por concretizar”.
“Acresce - ainda segundo os dirigentes comunistas -  que, “apesar da evolução prevista nas verbas para o ano que vem, nesta legislatura, com o Governo PS, a proposta para o próximo ano é ainda inferior em 46% à proposta de 2006”.
“As verbas previstas para a reabilitação de esporões em Espinho e Ovar e para a intervenção na Costa na zona de Vagos embora tardios, correspondem a propostas que, ao longo dos últimos anos, o PCP apresentou e foram rejeitadas quer pelo PS, quer pelo PSD. Esse investimento na defesa da costa, que absorve cerca de 80% do crescimento previsto para o PIDDAC, tem agora que ser acompanhado para se garantir a sua execução”, refere a DORAV.

Aumentos que diminuem

O PCP frisa, depois, que “apesar do aumento de verbas globais para o distrito de Aveiro, não pode deixar de se assinalar que há seis concelhos que vêm a sua dotação diminuir “, casos de Águeda (932 580 euros), Albergaria, Anadia, Castelo de Paiva, Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira.
Por outro lado, Albergaria, Anadia, Murtosa, Ovar, Sever do Vouga e Vagos são contemplados apenas com uma obra cada, o que , na óptica da DORAV, “corresponde, em vários destes casos, à marcação de espaço, para que não fiquem totalmente a zero”.

Tribunal e ESTGA

A DORAV do PCP considera igualmemte que “é particularmente negativo o abandono de obras, que, em anos anteriores, estavam consideradas para vários anos, e que não foram executadas”.
Quanto a Águeda, dá os exemplos do Tribunal Judicial  e do Complexo Pedagógico e Biblioteca do Pólo da Universidade de Aveiro - a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGAS).
Refere também a segunda fase da nova Escola de Saúde da Universidade e o Centro de Saúde de Oliveira de Azeméis
“O PIDDAC mantém uma profunda distorção, com uma percentagem muito elevada das verbas propostas em poucos projectos, designadamente nas obras de ligação ao Porto de Aveiro e nos apoios à actividade empresarial”, refere a DORAV do PCP, sublinhando que “nesta área, onde o ano passado tinha já havido um enorme crescimento,  isso não se traduz em qualquer melhoria das condições de vida dos trabalhadores e mesmo dos indicadores do desemprego”.
A DORAV, finalmente, considera que “apesar do avanço pontual na área da defesa da costa”, a proposta de PIDDAC para 2009 “não serve o distrito de Aveiro, como de resto vários autarcas já assinalaram”.
“Apresentaremos ao Grupo Parlamentar do PCP um conjunto de propostas para  serem contempladas obras que, há muito, são reivindicações do povo do distrito de Aveiro”, concuiu a DORAV.