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Entrevista: Sonho dos parques empresariais só em 2009
Jul 30,2008 00:00
by
RSP
A intenção da Câmara Municipal em avançar para a edificação de dois parques empresariais na Giesteira e no Casarão, motivou uma conversa com o vereador da área do planeamento, João Clemente (JC), 50 anos, autarca a tempo inteiro desde 2 de Novembro de 2005.João Clemente, eleito pelo PS, cumpre o primeiro mandato como vereador e, para lá das competências na área do planeamento municipal, tem a seu cargo os pelouros das obras particulares, fiscalização, contra-ordenações, mercados, feiras, cemitérios e licenças. “O meu gabinete é a sala de toda a gente!”, revelou, quando recebeu SP. “Para mim, as pessoas são especiais e, por isso, ponho amizade, compreensão, humildade e respeito no relacionamento com os munícipes... Tento colocar-me sempre do outro lado!”, disse. SP: Dez meses depois do anúncio dos parques empresariais da Giesteira e Casarão, como estão estes processos? JC: No essencial as conversações com os proprietários dos terrenos estão efectuadas quase na totalidade. Temos adquiridos 50 mil na Giesteira e cerca de um milhão de metros quadrados, o equivalente a 100 campos de futebol, no Casarão. Mas continuam a decorrer negociações para aquisição de mais terrenos. SP: Quanto é que esta aposta custou à autarquia? JC: Antes de mais, gostaria de referir que as negociações foram efectuadas com total transparência, tendo sido apresentadas três opções aos proprietários: na primeira, o valor era de três euros acrescido da compensação de 6,20% em área infra-estruturada. SP: E a segunda opção? JC: A segunda opção passava pelo pagamento integral de 4,53 euros o metro quadrado. E ainda havia uma terceira opção, sem contrapartida em numerário, baseada apenas numa compensação de 20% da área infra-estruturada. Neste momento, o investimento do município é de 1.399.700 euros, integralmente pagos aos proprietários. SP: O que, certamente, obedeceu a um grande esforço... JC: É evidente que sim! Foi uma opção tomada pelo executivo que entende ser esta uma questão estratégica para o concelho. Estamos a colocar sementes que Agueda vai colher no futuro! E cientes que com esta acção estamos a dinamizar vários sectores da vida de Águeda, nomeadamente o comércio e a construção civil. No fundo, estamos a trazer gente e a criar riqueza para o concelho. SP: E a combater o abandono das empresas de Águeda… JC: Abandono para municípios vizinhos, a perda de investimento, o aumento do desemprego e dos problemas sociais e a perda de importância do concelho em termos industriais no país e na região. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA |