Clube da Venda Nova: Ninguém me tira dez quilómetros por dia!
May 21,2008 00:00 by RSP
Os Amigos de Aguada de Cima subiram de divisão no futebol, com grande merecimento, mostrando sempre superioridade.

Em Aguada, houve festa rija, panos com letras garrafais a saudar os atletas, todos em cuecas, porque lhe tiraram os equipamentos para recordação. Ali estavam, vaidosos, os dirigentes no meio de festões, grinaldas e de crianças com bandeirinhas, música ao vivo pelo conjunto “ Os Amigos da Música”, do maestro Moreira, do “Pé na Areia!”.
Junto ao pelourinho, perante uma pequena multidão, o presidente Zé Oliva pegou no microfone e em voz metálica e entusiasmada, proferiu caloroso discurso, dizendo a concluir:
“Estou com uma alegria tão grande, que até tenho a voz embargada. Somos vila há mais de dez anos e bem merecemos ter quem nos represente nesta subida ao escalão máximo do futebol distrital”.
E não conseguiu dizer mais nada, porque começou imediatamete a chorar.
De imediato, subiu ao estrado o Avelino do Tiago, director do futebol, que também muito emocionado, disse:
“Foi grande o nosso esforço,  para honrar a nossa terra. E sentimos que trouxemos tanta alegria que prometemos descer outra vez no fim da época, à segunda divisão, e depois subir de novo, para daqui a dois anos haver outra festa como esta!”.
No meio da mole humana, falava-se no futuro do concelho e na sua proeminência.
“Por aquilo que ouço e que li nas capas dos jornais onde diariamente passo os olhos, Águeda foi objecto de reflexão e está estatisticamente verificado que não é só no futebol que se brilha”, disse o Batistuta dos Automóveis. Acrescentando: “Águeda está em décimo segundo lugar, entre todos os concelhos do País em doenças das vias circulatórias e em décimo primeiro no que toca às doenças respiratórias”.
“As doenças circulatórias devem ser causadas pelas rotundas, agora até fazem rotundas com potes de flores!”, disse gaguejante o Heitocar.
“Quanto às respiratórias deve ser por causa dos milheirais do Sardão e de Assequins, que não substituem as zonas verdes, anda tudo cheio de asma”, concluiu, assertivo, o Joaquim das Baterias.
“Eu, por mim, não entro nas estatísticas, respiro bem e circulo melhor!”, disse, em andamento, o Dr. Amorim Laranjedo. E frisou:  “Ninguém me tira dez quilómetros por dia!...!”.

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O Egberto das Canas aprontou a sua adega de receber amigos, conhecida por “Bunker”, para ali assistirem à final da Taça de Portugal e, no se entender, à quase certa vitória dos Dragões.
Por isso mesmo, encomendou no Pintainho a adequada dobradinha, para saborearem no final as grandes vitórias do Porto na Taça e no Campeonato.
Só que se enganou. Quando soou a última apitadela e o Porto perdeu, atirou o boné ao chão e disse irado:
“Já não vou buscar dobrada nenhuma, podia ter uma congestão! E os sportinguistas que estão no “Pintaínho” fartavam-se de gozar comigo!!!”, disse o amargurado Egberto das Canas.
No dia seguinte, o prato do dia foi dobrada à moda do... Porto!