|
SOCIEDADE: ÁGUEDA COLABORA COM A GUINÉ ATRAVÉS DE FUNFORMEDE
May 02,2008 00:00
by
RSP
A FUNDORMADE, com sede em Águeda, assumiu um projecto de dinamização na área dos transportes públicos na Guiné-Bissau. «Está em funcionamento desde Abril de 2003”, disse Alcindo Antunes, secretário geral da fundação, anunciando que «brevemente será lançado um projecto de iluminação nas aldeias” e outro de segurança rodoviária em Bissau.A FUNFORMADE - Fundação para a Formação e Desenvolvimento tem sede em Águeda e desde a fundação, em 1992, que se dedica especialmente a acções que contribuam para o para a vitalização de comunidades menos desenvolvidas. E são muitas as que já dinamizou. A de transportes públicos, na Guiné-Bissau, por exemplo, está activa desde há cinco anos e envolve já 20 autocarros – que foram da frota do Serviço de Transportes Colectivos do Porto (STCP). Brevemente, seguirão mais cinco. «O transporte é público, com bilhetes sociais. Por exemplo, as crianças e os deficientes não pagam”, explicou Alcindo Antunes, precisando que o serviço é efectuado a partir de Bissau, para as principais cidades do país». Nomeadamente, para Cacheu, Bafatá e Mansoa, passando pelas principais povoações em redor. A necessidade de transportes públicos «e enorme» na Guiné-Bissau, razão que levou o governo a autorizar, excepcionalmente, que os autocarros cheguem a transportar 85 pessoas, sentadas e de pé. Os populares «toca-toca» - o transporte «colectivo» mais utilizado na capital, envolvendo viaturas de todo o tipo - chega a transportar 30, 40, 40 pessoas, aos montes, sabe-se lá às vezes em que condições de segurança. «O transporte nos autocarros da FUNFORMADE obedece a medidas de segurança, em três anos nunca houve nenhum problema”, disse Alcindo Antunes. Iluminação das aldeias A iluminação das aldeias (tabancas) da Guiné-Bissau, através da energia solar, é outro projecto que a FUNFORMADE pretende dinamizar na Guiné-Bissau. O necessário estudo já foi apresentado ao governo guinense e «tem todas as condições para avançar», disse o secretário-geral. A Guiné-Bissau não tem barragens e a principal fonte de energia são os geradores, operados a gasóleo. A ideia da energia solar aproveita as condições naturais do país e, nesta primeira fase, assegurará a iluminação nocturna de algumas tabancas e, em particular, das instalações sociais, escolas e missões do interior. O investimento total anda na ordem dos 200 000 euros, com fundos da FUNFORMADE, do Governo Português, União Europeia e doadores - neste caso, segundo Alcindo Antunes, principalmente de «empresas de antigos combatentes da Guiné-Bissau». Segurança rodoviária A segurança rodoviária na capital também vai ser motivo de intervenção da FUNFORMADE, através do projecto «Ver e ser visto». No essencial, pretende requalifica a sinalização horizontal e vertical da cidade - onde se repetem acidentes mortais, nomeadamente vitimado crianças e jovens. “A experiência vai começar em Bissau», disse Alcindo Antunes, explicando que «a sinalização é profundamente necessária para fomentar a segurança rodoviária na capital». |