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CULTURA: ÁGUEDA APOIA O FOLCLORE DA REGIÃO DA GUARDA
May 02,2008 00:00
by
RSP
Sábado, dia 19 de Abril, uma grande assistência no pavilhão multiusos de Pinhel assistiu à conclusão do curso de formação prática para grupos de folclore no distrito da Guarda, lançado por iniciativa da Delegação do Inatel deste distrito. Os formadores partiram de Águeda e o curso deu origem a uma produção inter-associativa, com o espectáculo “D'entruido A'leluia”, que teve apresentações em Seia, em Gouveia e em Pinhel. Foi na sequência de um colóquio realizado em Seia, em Novembro de 2007, que Joaquim Igreja, animador cultural do Inatel na Guarda, lançou o desafio de uma aprendizagem efectiva e com resultados práticos. Os formadores foram recrutados em Águeda, tendo Manuel Farias, Francisco Silva e Virgínia Gomes rumado com frequência à Beira Alta Serrana, durante os meses de Janeiro a Março. Partindo dos métodos e das técnicas de Os Serranos e do EIRANÇAS, orientaram e formaram cerca de 80 elementos, provenientes de três grupos de folclore (Ranchos de Folclore de Seia, Vinhó e Estrelas de Pinhel). Após fixados objectivos, o primeiro esforço dos formadores levou os participantes a investigar e remexer no baú das suas recolhas, de onde saíram peças muito valiosas de tradições e vivências que demonstram o folclore das suas regiões entre o Entrudo e a Páscoa. Assim nasceu o alinhamento de um espectáculo muito dinâmico e desperto, que recebeu o título D'entruido A'leluia. Sem outras narrativas para além da própria encenação, o espectáculo recorreu à totalidade do espaço cénico nos locais de apresentação, envolvendo o próprio público que, assim, ficou a fazer parte do próprio espectáculo, posicionando-se dentro do ambiente recriado. Por outro lado, a introdução alegórica de 2 figuras míticas, Entruido e Aleluia, que cruzaram todo o espectáculo simbolizando o permanente e eterno dilema entre o bem e o mal, a crença e a dúvida, o masculino e o feminino, o reinadio e o piedoso, demonstrou que a arte do espectáculo também está ao serviço do folclore, despertando a atenção de novos públicos. No final, Joaquim Igreja regozijou-se pelos resultados obtidos, deixou votos para que a semente desta nova abordagem ao folclore seja reprodutora e agradeceu aos formadores a mais valia que levaram aos grupos de folclore da região, despertando-os para novas perspectivas e para um maior rigor de representatividade, cuidando das tradições de modo inteiro e mais competente. |