SOCIEDADE: DIA DO PAI
Apr 30,2008 00:00 by JOSÉ BRINCO DE MORAIS
Escrevo no dia 19 de Março, com os olhos tristes por lágrimas que humedecem o meu rosto.

Pai, neste dia não deixei de ir ao cemitério do Adro “conversar” com a tua fotografia e acariciar a tua urna, aquela que te amortalhou na última viagem.
Já lá vão tantos anos, mas a tua personalidade é recordada constantemente. Deixaste saudades, muitas saudades também sentidas pelos teus netos que te adoravam e que te faziam tanta companhia. Hoje, já avô, compreendo muito melhor o que é estar afastado dessas figuras que serão o elo da nossa continuidade.
Mas tu foste o “sol” que me viu nascer e que me transmitiu o “brilho” da verdade e da honestidade pela vida fora.
O “bouquet” que deixei na tua urna, meu pai, fez-me lembrar aqueles que por serem filhos de ninguém o não puderam fazer. São tantos aqueles que não sabem que o amor paternal é a “flor” mais bonita e que só alguns a podem colher.
Muitos desses seres “forjam” mentiras e na estrada da vida fazem “desvios e mais desvios” e também na primeira “ravina” tombam para a infidelidade. Outros emigram deixando o lar, a esposa e os seus descendentes, repetindo actos dos seus progenitores.
Nesta “família” de deserdados encontramos comportamentos duvidosos e, para cura de certos males, “agarram-se” a qualquer seita religiosa na esperança vã de se livrarem dos seus pecados.
Colocando lado a lado os que sempre tiveram pais com aqueles que nunca os “tiveram”, por vezes descobrimos facilmente a origem dos seus comportamentos.