ENTREVISTA A MANUEL RODRIGUES: UMA REFERÊNCIA NO SECTOR À BASE DE ESTRATÉGIA E… SORTE
Mar 12,2008 00:00 by RSP
Manuel Rodrigues, nascido em Belmonte, na Beira Baixa, há 62 anos, é o principal rosto de um dos mais reputados grupos empresariais de Águe-da - o Grupo M. Rodrigues.

O Grupo é formado pela Sulfer, Marques SA, Fesojal, Jomarliz e pela própria M. Rodrigues e atingiu em 2007, um volume de facturação na ordem dos 25.000.000 de euros.
Manuel Rodrigues chegou a Águeda em Março de 1971 - oriundo do serviço militar, que cumpriu em Viseu -, tendo logo abraçado o seu primeiro e único emprego, no Silva & Irmão Sucessores, Lda., onde esteve até Janeiro de 1975.
Depois, fundou a tornearia Fatol, em Oliveira do Bairro, mas rapidamente cedeu a sua quota. Foi nessa altura - Julho de 1976 - que surgiu a empresa que deu nome ao grupo que hoje lidera.
SOBERANIA DO POVO (SP): A M. Rodrigues completa 32 anos no próximo Verão. Que balanço faz a este tseu rajecto empresarial?
MANUEL RODRIGUES (MR): Sempre gostei daquilo que fiz e continuo a gostar imenso do que faço. A M. Rodrigues é uma empresa à minha imagem, que foi criada com dificuldades e limitações, mas que foi crescendo à custa dos seus próprios resultados. A estratégia e a sorte, que sempre procurei, permitiram que hoje sejamos uma referência no sector e que, por isso, considere o balanço muito positivo.
SP: A M. Rodrigues foi-se transformando, entretanto,  num grupo empresarial. Foi difícil atingir esta grandeza?
MR: Não foi tão difícil como se possa imaginar. Cada coisa foi sendo feita na sua vez. Fomos dando passos graduais, sem precipitações e aproveitando bem as situações que nos foram surgindo. O grupo acabou por surgir da necessidade de completarmos a oferta do nosso mercado inicial. Ou seja, de momento, todas as empresas do grupo produzem para o mesmo sector.
SP: Que memórias guarda do início?
MR: Muito trabalho!... Mesmo muito trabalho!
SP: O Grupo M.Rodrigues, com cerca de 350 funcionários, é um dos maiores empregadores de Águeda. Que significado é que este dado tem para si?
MR: Não sei se somos... Sempre procurei dar-me bem com a minha gente. Da mesma forma que conto com eles, a grande maioria também sabe que pode contar comigo! Tenho funcionários que sempre trabalharam comigo e isso, por si só, já revela muita coisa.
SP: Passou, certamente, alguns tempos difíceis...
MR: Passei tempos muito difíceis, de grande contestação, da velha mentalidade que o patrão era um “bicho mau”, mas sempre me dei bem com o meu pessoal... Gosto muito da minha gente!