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AGUADA DE BAIXO: "INGLÓRIO SANGUE DERRAMADO"
Mar 05,2008 00:00
by
RSP
O terceiro livro do aguadense Hildebrando Veiga, «Inglório Sangue Derramado», foi apresentado no sábado, no salão da Junta de Freguesia de Aguada de Baixo.A obra retrata o romance de dois jovens, em época de guerra, e é uma história apaixonante, que contagia pelo conteúdo. A cerimónia teve participação do historiador Deniz Ramos (que fez a apresentação), do vice-presidente da Câmara (Jorge Henrique Almeida), do padre Manuel Armando e dos presidentes da Junta de Freguesia (Paulo Alves) e do Paraíso Social (Conceição Dias). A presidente do Paraíso Social abriu a sessão, agradecendo a Hildebrando Veiga a oferta do produto da venda do livro. O padre Manuel Armando, autor do prefácio, frisou a «satisfação de receber a lição e aprender com ela», agradecendo ao autor «o tempo que nos doa» e realçando «a forma subtil como a obra é apresentada». - CAMINHADA: Deniz Ramos referiu a qualidade literária do livro, «bem escrito», que «valeu a pena ler», e referiu a caminhada do autor, que em 2004 apresentou primeiro, o segundo em 2006 e agora o terceiro, deixando o repto para que em 2010 «saia» o quarto. Frisou também que «a obra é uma história e exemplo de felicidade, humildade, amor e fidelidade» O livro «é rico a retratar uma história de simplicidade», que «é preciso ler, porque é profundo, dentro da simplicidade». «É preciso combater o esquecimento e cultivar a memória. O livro dá, aos que nasceram muito depois da guerra, uma noção exacta desses tempo», disse Deniz Ramos, enfatizando as passagens mais marcantes», como a guerra e a fidelidade, e sublinhando que «escrever um livro de ficção não é fácil». «Houve um grande trabalho de pesquisa, muita consulta. A obra deve ser considerada documento etnográfico, pois rareiam apontamentos deste género e muito mais em obras literárias. Ler este livro dá conforto», realçou Deniz Padeiro. Jorge Almeida, vice-presidente da Câmara Municipal, referiu que «o livro retrata a história de amor e guerra e que as guerras são sempre injustas» e salientou o facto de o autor «já ter feito nesta vida o que um homem pode fazer». - SENTIMENTO: Hildebrando Veiga referiu que o principal motivo do livro «foi e é» a receita, que reverterá a favor de uma obra do seu coração, o Paraíso Social. «Escrevi várias coisas, por satisfação própria», disse o autor, realçando que «muitas vezes haverá muita dificuldade» de os leitores atingirem o seu pensamento», que «cada um terá uma interpretação ao seu jeito, mas espero chegar aos mais jovens, para que meditem no verdadeiro sentido da palavra amor e na guerra». Recordou que, na altura, «muitos defendiam com garra a palavra pátria» e esses «foram os gloriosos, pois portaram-se como portugueses de verdadeira estirpe». «A obra transmite o meu sentir, pois só assim seria sério comigo mesmo», disse Hildebrando Veiga. A obra está no mercado e «uma pessoa amiga» reservou 50 exemplares, uma outra, do Porto, ofereceu o valor de 25, que irão ser distribuídas por associações. A Câmara Municipal de Águeda e a Junta de Freguesia de Aguada de Baixo também adquiriram livros. - C. FONSECA |