OIS DA RIBEIRA: EMIGRANTE AFOGADO NA PATEIRA
Jan 16,2008 00:00 by RSP

O emigrante Delfim Augusto dos Reis, 60 anos, morreu afogado na pateira, a  40 metros da margem, na frente da churrasqueira sul.

O trágico acidente ocorreu ao fim da tarde de domingo, quando andava a colocar redes para apanhar peixe, num pequeno barco de fibra, que ele  mesmo levou para o local, num tractor. Estaria a estender a rede quando a embarcação se virou e ele caiu à água, com duas botas de borracha até à cinta. Gritou por socorro e foi  ouvido por um familiar, residente perto. Mas o socorro, embora imediato, já foi tardio.
Chamados os Bombeiros Voluntários de Águeda, che-garam rapidamente e com cinco viaturas e uma equipa de mergulhadores, que retiraram o cadáver por volta das 20 horas. Tinha a bota esquerda tirada, o que faz pressupor que, na luta contra a morte, ainda a tinha conseguido tirar.
Delfim Augusto dos Reis, 60 anos, casado com Isaura Soares dos Reis, emigrou para a Alemanha nos anos 70. Todos os anos se deslocava várias vezes a Ois da Ribeira, tendo chegado dois dias antes. Amante da pesca amadora, dedicava-lhe alguns tempos livres, para uso caseiro. Foi o que fez na tarde de domingo.  Em má hora.

 

TRAGÉDIAS: A pateira tem sido palco de várias tragédias, vitimando gente de Ois da Ribeira. A própria mãe de Delfim A. Reis, Maria Celeste Pires dos Reis, 75 anos, morreu afogada, em Agosto de 1999. Tinha desa-parecido de casa do filho Júlio, em Perrães, no dia 4. O corpo foi localizado a 21 de Outubro, nos arrozais do rio Cértima, já em adiantado estado de decomposição.
A 11 de Julho de 1992, faleceu António da Cruz Dias Ferreira, de 32 anos, natural de Seixo (Montemor-o--Velho) e empregado de António Almeida e Santos. Residia em Ois da Ribeira há 21 anos e andava a colocar estacas da zona de caça.
A 2 de Abril de 2004, morreu Hugo Filipe Henriques dos Santos, 22 anos, da Carvalhosa de Valongo, mas residente em Óis da Ribeira, pelo casamento com Sandra Cristina Almeida. Mesmo em frente à estalagem de Fermentelos.
A 2 de Junho de 1995, falecerem dois estudantes de Paradela (Espinhel), Bruno Marques Simões (12 anos) e Ricardo Manuel Gomes Dias (10), também frente à estalagem.
Em meados da década de 70, morreram dois irmãos da Fontinha.