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ESTAMOS JÁ NA 3ª. FASE DA GERAÇÃO DOS LEDS
Jan 03,2008 00:00
by
RSP
João Barroso é o director industrial, coordena o departamento técnico de produção e planeamento e exerce também as funções de assessor da administração. É dos homens-chave do sucesso da empresa. E foi ele quem, num tom pausado e convincente, nos levou, através dos labirínticos caminhos da ciência, aos quês e porquês dos leds de iluminação.
Soberania do Povo (SP): Como aconteceu esta aposta da SIM nos leds? João Barroso (JB): Os leds apareceram em 1994. Na altura, a Hewlett Packard (HP) era a empresa mais avançada no desenvolvimento deste tipo de produtos. Em parceria, começámos por desenvolver a farolim terceiro stop, aplicado no vidro traseiro automóvel. SP: Que vantagens tem o led, realtivamente às formas tradicionais de iluminação? JB: O led apresenta como vantagem o tempo de vida, o baixo consumo de energia e a reacção imediata ao estímulo, com consequentes benefícios para a segurança e economia de manutenção. SP: E como se processou, na SIM, o desenvolvimento deste tipo de tecnologia? JB: Internamente, tivemos que desenvolver capacidades a nível da electrónica, para tirar partido desta nova fonte luminosa. Isto exigiu novos processos de fabrico, novos recursos humanos e equipamentos de controle fotométrico, que se traduziu na aquisição de um laboratório de fotometria, há cerca de 10 anos. De então para cá, os leds evoluíram muitíssimo, na capacidade de emitirem luz e alarga-se a sua aplicação, sendo hoje possível fazer um farolim completo, equipado com leds de alta potência, de terceira geração. SP: Tem sido uma evolução rápida… JB: Tão rápida tem sido a evolução, que, actualmente, já estamos a fazer experiências com aplicação dos leds a iluminação frontal de veículos, exigindo, cada vez mais, uma constante formação dos técnicos, para poderem acompanhar a evolução tecnológica. SP: Como é que é feita essa formação? JB: É feita em contacto com as empresas de fabrico de leds, que fazem cursos de formação aos nossos técnicos. Para além da parte importante que é a fonte luminosa, não se poderia chegar a uma boa perfomance fotométrica do produto, se não houvesse todo um tratamento óptico da luz emitida pelo led. O tratamento óptico traduz-se pela direccionalização da luz emitida, por ângulos definidos pelos regulamentos internacionais. Todos temos a noção que a luz de um pisca tem que ter uma projecção angular muito aberta e uma luz traseira de nevoeiro, tem que ter uma distribuição angular muito fechada e com uma intensidade penetrante. SP: Como se podem definir os resultados, na SIM, de todo este trabalho? JB: Com a terceira geração de leds, também chamada de alta potência, conseguimos atingir excelentes valores fotométricos, com uma redução significativa de quantidades de leds a utilizar, permitindo dispositivos de iluminação mais pequenos, mais compactos e com maior desempenho. Estes leds apresentam, no entanto, outro tipo de problemas, de dissipação térmica e de controle rigoroso de corrente, que exigiram um apurado trabalho, a nível de projecto, na elaboração da fonte de corrente. O que é um led? Um led é composto por um cristal microscópico, através do qual se faz passar corrente eléctrica, que o obriga a vibrar e a irradiar energia, sob a forma de luz. É a composição do led que define a cor da luz emitida. A luz, na lâmpada tradicional, produz-se pela incandescência do filamento, que acaba por partir, por fadiga. |