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ENTREVISTA: REDE BAIXA DO SANEAMENTO PODERÁ VIR A SER CONCESSIONADA
Jan 03,2008 00:00
by
RSP
O vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda, admitiu, sobre a questão do saneamento básico, uma “estratégia concertada entre vários municípios”, que, afirmou “pode passar pela concessão do saneamento em baixa”.SP: Na última semana, o Rio Águeda foi alvo de um problema ambiental. Foi um acto isolado? JHA: Não poderemos dizer que foi um acto isolado e que não volta a acontecer. Temos que tomar as medidas necessárias para evitar, ao máximo, estas situações e, quando acontecem, termos atitudes esclarecidas que identifiquem os infractores e minorem os danos, conforme aconteceu nesta situação, em que a forma como posicionámos todos os meios no terreno, permitiu, por um lado, identificar os suspeitos e fazer recolha de prova e, por outro, salvar milhares de peixes, que foram devolvidos ao rio e doutra forma teriam perecido. SP: Aveiro aprovou, recentemente, a localização da Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico da ERSUC em Eirol. Qual é o posicionamento da Câmara nesta matéria? JHA: Esta solução é a que sempre defendemos, por se tornar ambientalmente mais adequada. O estudo de localização indicava Águeda para opção de construir apenas uma Unidade de Tratamento na Região Centro, Aveiro e Coimbra caso optassem por duas. Já há muito que a Secretaria de Estado optou pela opção de construir duas Unidades, pelo que a sua localização em Aveiro, é absolutamente esperada. SP: Que avaliação faz da ERSUC, no serviço prestado a Águeda? Continuam a admitir a rescisão do contrato? JHA: Antes de mais, importa referir que não conheço nenhum local onde a recolha de lixo seja efectuada com a satisfação de todos os utentes. Para uma melhor qualidade desta recolha, concorrem vários factores, que vão desde questões relacionadas com a cidadania e a urbanidade das populações, a outras que têm que ver com a efectiva qualidade dos serviços. SP: Quanto a Águeda? JHA: Não estamos satisfeitos. A recolha, apesar de ter melhorado com as alterações introduzidas no início do verão e que passaram por um aumento da cadência dos circuitos, terá ainda que melhorar bastante. Passámos um verão muito mais tranquilo que o anterior, com muito menos queixas e ocorrências, mas o serviço terá que melhorar, nem que tenha que passar pela rescisão de contratos. SP: A taxa de Resíduos Sólidos Urbanos, implementada no ano passado, está a ser bem aceite? JHA: O pagamento de novas taxas, não é agradável nem para quem as tem que implementar nem para quem as tem que pagar. No entanto, é preciso lembrar que Águeda fazia parte dum reduzido grupo de municípios que ainda não tinha implementado estas taxas, que são obrigatórias para o acesso a fundos comunitários nesta área. SP: Foram bem recebidas? JHA: As taxas implementadas foram resultado de uma efectiva coordenação entre os cinco municípios da região que ainda não as cobravam, com os mesmos valores entre eles, valores mais baixos que a generalidade de outros concelhos, onde as cobram há muito. |