SP NÂș. 8503
Jan 03,2008 00:00 by CV
A edição SP de hoje assinala a entrada do jornal no 130º. ano de publicação. Desde o longínquo 1879, o que não é coisa pouca.  
Os caminhos e problemas galgados por gerações consecutivas de aguedenses e amigos do jornal, que o trouxeram aos dias de hoje, justifica este momento de “deslumbramento” pela obra jornalística afirmada em Águeda, na região e no país. E fronteiras do mundo afora, onde, no sítio mais inesperado, esteja um aguedense que, com e em SP, mata as saudades do chão onde nasceu e cresceu para a vida e “anestesia” a dor da ausência da família e dos cheiros que deixou de sentir por perto.
1 - SP chega, hoje, a 64 países de todo o mundo e de todos os continentes. São muitas as mensagens que nos chegam, com uma regularidade e sentimento impressionantes, de gente que a vida espalhou pelo mundo e que SP põe em colo de  afectos  e emoções que as palavras não explicam.
2 - SP, ao momento que passa de entrada no seu ano 130, pode orgulhar-se de, apesar das castrações financeiras imposta por um Estado surdo, mudo, cego e insensível ao seu património humano espalhado pelo mundo fora, ser um projecto jornalístico sólido. Um projecto que não tem de se constrangir às amarras de poderes passageiros, que essencialmente dependem de capitais que se jogam em bolsas de acasos. Os poderes fáctuos!!
3 - SP não tem que fazer depender uma notícia de primeira página, da página inteira de publicidade que aparece no interior. É independente do poder financeiro.
SP “mede” a oportunidade de notícia pelo interesse que ela, de verdade, tem para o leitor  e para a comunidade que serve.
4 - SP, ao número um do ano 130 de publicação, é verdadeiramente uma Soberania do Povo. Jornal assumidamente político, porque não teme políticas, consciente porque é interveniente, incómodo e debatido porque fala a verdade e não a esconde do seu público e de Águeda e da região, do país e do mundo que nos lê nos 64 países da diáspora. Porque não aplasta dúvidas, mas enriquece a informação. Porque não semeia enganos, ainda que tenha de enfrentar os que não gostam, e não querem ouvir, as verdades que incomodam.
É uma SP para ficar. E para sempre!